Petrolina (PE): Família denuncia UPAE por negligência em morte de jovem

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Em entrevista na manhã desta segunda-feira (25), o programa Edenevaldo Alves na Petrolina FM 98,3 recebeu os familiares do jovem Jefferson Kennedy Marques da Silva, 22 anos, que veio a óbito no dia 13 de março deste ano, na UPAE de Petrolina (PE). A família suspeita de negligência médica.

De acordo com informações dos familiares, Jefferson que morava no bairro São Jorge em Petrolina (PE), realizou duas entradas na unidade na mesma semana. A primeira por volta das 19h no dia 11 de março, por conta de um cansaço que estava sentido – no momento o jovem estava acompanhando do seu pai, o senhor Jeildo Marques que o levou até a UPAE e se deparou com despreparo da equipe para realizar o diagnóstico.

A segunda e última entrada, ocorreu na quarta-feira (13). No momento o jovem estava em uma lanchonete por volta das 21h quando sentiu o mesmo sintoma sendo conduzido pelos pais até a unidade.

O pai do rapaz relata que as horas de desespero vivenciadas na UPAE, naquela quarta-feira, começaram desde a entrada da unidade, quando não havia maca e profissionais para prestarem os primeiros socorros na parte externa até os últimos momentos de vida do rapaz.

“Entramos lá dizendo que meu filho estava morrendo, sem respirar. O que mais me indigna é que ainda me levaram para fazer um procedimento com meu filho. Chegando lá a pessoa estava com outro paciente e, eu gritava desesperado porque eu vi meu filho morrendo”.

O pai de Jefferson informou que ninguém apresentava soluções, quando ouviu de uma mulher que trabalha no local a seguinte sugestão acompanhada de uma afirmação “Tenha calma e respire, senhor. Seu filho será atendido, mas primeiro precisa passar pelo procedimento!”.

Seu Jeildo diz que mesmo assim implorou pelo atendimento de urgência, entretanto o estado de Jefferson piorou na frente da mulher “Neste momento meu filho teve um tipo de convulsão, em uma cadeira, em frente a ela. Foi aí que ela viu a gravidade do caso” desabafa.

De acordo com informações de Geane Marques da Silva, tia e madrinha de Jefferson, se houvesse um atendimento humanizado, nada disso teria acontecido “Você não pode identificar uma coisa dessas como uma coisa comum, um nervosismo. Você tem que levar em consideração que pode levar a óbito, como houve. E isso eles não foram capazes de identificar, mesmo com todos os sintomas que ele (Jefferson) chegou” explica.

Apesar da equipe médica tentar reanimar o jovem, ele veio a óbito minutos depois.

A família  denunciou o caso na Delegacia de Polícia da 213ª Circunscrição em Petrolina (PE), que abriu inquérito para investigação.

1 Comentário

  1. carlos amorim

    26 de março de 2019 em 21:47

    TEM QUE ABRIR UM PROCESSO CRIMINAL PARA DAR EXEMPLO E QUE ISSO NÃO VOLTE A OCORRER, NOTE QUE A ATENDENTE PEDE CALMA EM UMA SITUAÇÃO QUE ELES DEVERIAM AGIR, ISSO É UM ABSURDO VER UM JOVEM MORRER E DIZER QUE O PAI TENHA CALMA E SENDO NEGLIGENTE, ESSA FUNCIONÁRIA DEVE SER AFASTADA E OU SER CAPACITADA PARA ESTAR A FRENTE DE UM ORGAO DA SAÚDE OU IR PARA UMA ÁREA QUE ELA POSSA TRABALHAR DESCONTRAIDA, OU NA BRINCADEIRA.

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