Subvariantes da Ômicron crescem no Brasil; Pernambuco monitora evolução da doença

O aumento de casos de Covid-19 em vários países, impulsionado por duas novas subvariantes da família Ômicron, dominantes na África do Sul e em Portugal – as mutações BA.4 e BA.5 – tem preocupado especialistas. No Brasil, a disseminação dessas subvariantes passou de 10,4% para 44% em quatro semanas, segundo o Instituto Todos pela Saúde (ITpS). Em Pernambuco, depois de 50 dias, o balanço voltou a superar os mil infectados em 24 horas. No último sábado (11), 1.126 novos registros. Ontem, outros 884, totalizando 947.413 casos, sendo 56.668 graves e 888.745 leves desde o início da pandemia.

Novas variantes, mesma tendência

“Após o surgimento da Ômicron, as mutações que ocorreram a partir dessa variante mostravam uma velocidade de transmissão muito maior. Então, essas duas últimas variantes mantiveram esse comportamento e, justamente por isso, esse novo aumento de casos”, explica o chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Demetrius Montenegro.
“O que se espera em uma situação de sobrevivência do vírus é que ele tende a ter uma capacidade maior de transmissão. Em compensação, ele termina diminuindo um pouco a sua virulência. No entanto, tudo em torno do coronavírus é uma surpresa. Então, precisamos continuar tomando os cuidados”, orienta. “Aqui em Pernambuco, a gente ainda não vem observando esse comportamento de aumento casos graves. Mas fica sempre a expectativa de como essa curva vai se comportar”, avalia.

Flexibilização x aumento de casos

“É natural a circulação da Ômicron com as pessoas totalmente desprotegidas do ponto de vista mecânico (mesmo com imunização, o vírus pode contaminar via aérea)”, continua Montenegro. O agravante, segundo ele, é que houve aumento de casos respiratórios relacionados a outros vírus e as pessoas começaram a testar menos para o coronavírus.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou em nota que o Governo “monitora permanentemente a evolução da doença” e que “as medidas para conter o vírus são sempre proporcionais ao momento epidemiológico. Destaca, ainda, que para continuar colhendo bons frutos no enfrentamento ao vírus, e para manter um cenário favorável de forma sustentada, é crucial o avanço na imunização da população, com todas as doses disponíveis”.

Sobre as variantes, o comunicado segue: “continua atenta à vigilância genômica do novo coronavírus e segue em parceria com o Instituto Aggeu Magalhães (IAM-Fiocruz-PE) no trabalho de sequenciamento genético. No início deste mês, foi divulgado o resultado de mais uma análise. Nesta nova rodada, as 23 amostras de pacientes positivos analisadas pelos pesquisadores foram identificadas como sendo da linhagem Ômicron – todas da sublinhagem BA.2. Até o momento, não foi detectada a circulação em território pernambucano, das subvariantes BA.4 e BA.5”.

A SES-PE cita os investimentos do Governo na “modernização da estrutura do Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE), que começou a sequenciar amostras positivas que são enviadas para o serviço”. Por fim, destacou que tem enviado, periodicamente, aos municípios pernambucanos testes rápidos de antígeno. Desde o início da pandemia, já foram mais de 1,9 milhão de unidades ofertadas”, informa a nota. (Folha PE)

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