Sindicato da Polícia Civil de Pernambuco solicita plano de ação ao governo para vacinação dos profissionais de segurança pública

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco – Sinpol-PE protocolou na tarde de quarta-feira (07/04), um ofício encaminhado à Secretaria Estadual de Saúde e à Secretaria de Defesa Social (SDS), solicitando os detalhes nos critérios usados para a vacinação dos Profissionais da Segurança Pública no Estado de Pernambuco.

Na manhã desta terça (06), o presidente do SINPOL-PE, Rafael Cavalcanti  havia  participado de uma reunião on line com o Secretário de Saúde do Governo de Pernambuco, André Longo, o Secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, representantes da Assembleia Legislativa e várias autoridades que representam entidades ligadas a todos os segmentos da Segurança Pública do Estado para dialogar sobre o tema.

Avaliando a reunião, o presidente do SINPOL-PE, Rafael Cavalcanti considerou: “Para todas as representações das categorias de Segurança Pública, a quantidade de vacinas disponibilizadas para os profissionais é frustrante. Com 50 mil doses, por exemplo, nós conseguiríamos vacinar as polícias, as forças armadas e as guardas municipais, que poderiam ter sido contempladas na última remessa recebida pelo Governo. Percebemos, então, que o Estado acaba não tratando como prioridade nossa categoria, quando ele tem autonomia para isso, ou seja, aumentar essa quantidade de doses para a segurança pública”, avaliou.

O SINPOL-PE solicita um calendário de vacinação e seguirá acompanhando a evolução e resolução dessa demanda prioritária e, desde já, deixa a categoria em alerta caso essa reivindicação não seja atendida, será feita a mobilização para atitudes mais enérgicas. “Precisamos saber os critérios utilizados para a vacinação destes policiais, de forma clara e objetiva, a partir das poucas doses disponibilizadas. Só vamos nos tranquilizar quando toda a categoria for vacinada em Pernambuco”, finalizou o Presidente Rafael Cavalcanti.

DOSES

Pernambuco recebeu, na última remessa de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde, doses para 2.374 trabalhadores da segurança pública. Com o percentual preconizado de 5% de perda, foram 2,5 mil unidades do imunizante disponibilizadas para esse público. Como o Estado conta com cerca de 26 mil policiais e 12,5 mil agentes das forças armadas, além das guardas municipais, o quantitativo enviado é muito pouco para iniciar o processo de vacinação. Diante disso, os representantes da categoria de Segurança Pública expressaram de modo unânime a inquietação e descontentamento com o número ínfimo de vacinas disponibilizadas.

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