Sem pagamento de reajuste salarial, monitores de ressocialização podem entrar em greve

Os monitores de ressocialização podem entrar em greve na Bahia a partir da próxima semana. Segundo o Sindicato de Ressocialização Prisional e Socioeducador (Sindap-BA), a decisão é por conta de uma das empresas não ter feito o pagamento dos salários com o reajuste após a Convenção Coletiva da categoria.

Segundo o diretor do Sindap-BA, Antônio Reis, o acordo coletivo começou a ter validade em agosto, e em setembro começou a ser cumprida pelas empresas (Reviver e Socializa), que pagaram normalmente os meses de setembro, outubro e novembro. “Agora no mês de dezembro, referente a novembro, os trabalhadores [da Socializa] foram pegos de surpresa, sem informação nenhuma com o desconto de mais de R$ 500 nos salários. Ainda de acordo com o sindicato, a Reviver garantiu o pagamento dos seus funcionários.

O Sindap-BA se reuniu, na tarde desta segunda-feira (10), com a Socializa e foi marcada uma audiência com a Superintendência Regional do Trabalho para o dia 17.

“Hoje eu estive nas unidades e a gente ia fazer uma publicação já amanhã para chamar uma Assembleia Geral com indicativo de greve já para sexta-feira, mas com essa audiência que a gente marcou, com a presença do Estado e a empresa, vamos amanhã nas unidades pedindo aos trabalhadores que aguardem até a próxima segunda-feira. Caso a gente não tenha avanços nessa reunião, no dia 18 a gente estará convocando uma assembleia geral para fazer um indicativo de greve”, afirmou o diretor do Sindap.

Ainda de acordo com Reis, a empresa alega que pediu o reequilíbrio do contrato, mas o Estado ainda não teria feito o repasse do reequilíbrio dos salários. A Socializa teria afirmado que não tinha como pagar o salário com o reajuste a para não deixar de fazer o pagamento, a empresa preferiu pagar o valor anterior. “Caso o Estado não venha a fazer esse reequilíbrio, eles dizem que não vai ter condições de cumprir com os salários a partir do próximo mês”.
O BNews procurou a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do estado da Bahia (Seap-BA), mas a pasta ainda não se manifestou. (BocãoNews)

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