Ministro do STF defende prisão de delatores da JBS

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O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu nesta quarta (6) a prisão dos executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, delatores da JBS.

“Acho que Joesley e Saud ludibriaram a Procuradoria, degradaram a imagem do Brasil no plano internacional e atentaram contra a dignidade da Justiça. Mostraram a arrogância dos criminosos do colarinho branco”, disse o ministro a jornalistas ao chegar ao Supremo.

“A primeira providência que tem que ser tomada é a prisão deles”, afirmou.

Em seguida, no início da sessão do tribunal, Fux voltou a falar sobre o caso e repetiu as afirmações.

“Eles devem sair do exílio nova iorquino para o exílio da Papuda”, destacou, em referência à prisão do Distrito Federal.

Na segunda-feira (4), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que determinou abertura de investigação de indícios de omissão de informações sobre práticas de crimes no acordo de executivos da JBS.

O problema surgiu após os delatores da JBS entregarem à PGR (Procuradoria-Geral da República) novos áudios de conversas gravadas secretamente.

O material está classificado como “Piaui Ricardo 3 17032017.wav” e contém um diálogo de cerca de quatro horas entre Joesley Batista, um dos donos da JBS, com Ricardo Saud, executivo do grupo.

Na conversa, os delatores citam pelo menos três ministros do STF: Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

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