Juazeirense relata situação sobre coronavírus em Malta na Europa: “Há mais de 15 dias eu não tenho mais aulas”

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A redação do Blog Edenevaldo Alves recebeu na manhã desta segunda-feira (16), o depoimento da  jornalista juazeirense  Gabriela Canário que  estuda e trabalha em Malta, arquipélago situado na região central do Mediterrâneo na Europa, perto da Itália.

Ela afirmou que até esta manhã foram registrados  27 casos do novo coronavírus por lá e  relatou  como a população tem enfrentado a  pandemia do Covid-19. A Jornalista que já exerceu a profissão em Petrolina (PE), também relatou a situação do funcionamento dos estabelecimentos comerciais, quais as medidas que as empresas têm tomado para continuar produzindo e do posicionamento do Governo para evitar a contaminação e propagação do coronavírus.

“A situação em Malta ainda não se compara a situação da Itália. O governo está tomando providência com medo que isso possa se tornar pior. Há mais de 15 dias eu não tenho mais aulas, minhas aulas foram suspensas. As escolas, faculdades, cursos técnicos não estão funcionando. Eu recebi um e-mail da minha faculdade ontem, eles estão estudando a possibilidade de realizarem as aulas com transmissão online para que a gente não  seja prejudicado. Os mercados e farmácias estão funcionando normal. Mas, bares, restaurantes e similares já não estão abrindo com tanta frequência, poucos estão abrindo e os que estão abrindo, estão vazios”, salientou Gabriela.

Gabriela afirmou que os ônibus, vans, táxis estão funcionando, mas como o fluxo de pessoas diminuiu,  o setor de transporte está trabalhando com um rotatividade menor, mas que isso ainda  não é um estresse. A respeito das empresas, ela disse que os serviços  não estão funcionando no ambiente de trabalho. “Elas estão pedindo para que as pessoas trabalhem de casa. Elas estão fornecendo o equipamento para que as pessoas trabalhem de casa”, afirmou.

A jornalista disse que o Governo de Malta está tomado medidas duras para que a população coopere para que o vírus não se propague.  “Na última sexta-feira o governo de malta decidiu que qualquer pessoa que esteja vindo de outro país, não importa de onde, precisa ficar 14 dias em casa em quarentena sendo observado se vai aparecer algum sintoma do coronavírus. Essas pessoas não podem sair em ocasião alguma, se elas saírem, elas pagam uma multa de mil euros e se for um trabalhador proveniente de outro país, como eu que preciso de autorização de trabalho, ela perde essa autorização de trabalho e é deportado de volta para o país”, enfatizou.

Apesar de Malta ficar perto da Itália, Gabriela salienta que a situação aqui ainda não é de desespero, mas que a população teme que falta alimento. “Algumas pessoas, sim, elas estão  em pânico, porque a gente tem medo que falta comida. Porque como aqui é uma ilha, a maioria da nossa comida vem da Itália, da Alemanha, de alguns países. como na Itália as pessoas não estão mais trabalhando, a gente tem medo que esse fornecimento acabe”, destacou.

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