Caso Beatriz: “É uma fantasia”, afirma Perito George Sanguinetti sobre suspeito do crime apresentado pela polícia civil de Pernambuco

O médico legista George Sanguinetti disse que o homem apresentado pelo Governo do Estado na última terça-feira (10) não matou a menina Beatriz. “Essa história é uma estória com E, não é com H. Falta fundamentação técnica”, resumiu ele, durante entrevista à Rádio Petrolina, na manhã desta sexta (14).

Segundo Sanguinetti, sua afirmação está baseada nos postulados da criminalística que, além das provas técnicas, exige também a garantia de uma “cadeia de custódia”. Ou seja, o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado no local do crime e no corpo da vítima.

“Eu digo isso baseado nos postulados da criminalística. Decorrido todo esse tempo, foi citado um DNA, um DNA que já foi dito que foi melhorado, e que pode não haver uma cadeia de custódia. Se fala numa vida pregressa do acusado, onde era um estuprador e não um homicida, e também não existe uma motivação”, disse o perito, refutando ainda a versão de que a menina teria se assustado ao ver o criminoso com uma faca, e por isso acabou silenciada. “Essa é uma fantasia. Não tem um argumento sólido”, complementou.

Sanguinetti chegou a solicitar acesso às provas coletadas durante as investigações, sem sucesso. E disse ainda achar estranho que o fim do processo tenha sido apresentado no momento em que a mãe da vítima, Lucinha Mota, exigia a federalização do caso.

“Agora cria-se um ambiente, uma coletiva, logo quando a mãe, com um esforço gigantesco, faz aquela marcha clamando por justiça e quando o senhor governador assume um compromisso de federalização. Aí aparece essa pessoa do interior do estado, estuprador, e confessa um homicídio, e confessa de uma maneira fantasiosa, que não convence a ninguém, a não ser com quem sua boa fé deseja ser convencido. Eu gostaria de estar com os elementos técnicos que eu tenho frente aos senhores peritos que chegaram a essa conformação”, enfatizou o perito.

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