Bolsonaro anuncia demissão do presidente da Petrobras e indica general para o posto

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, pelas redes sociais nesta sexta-feira (19), que indicou o general Joaquim Silva e Luna como novo presidente da Petrobras. A indicação acontece após Bolsonaro se irritar com os aumentos sucessivos de preços dos combustíveis. Atualmente, Silva e Luna é diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional. Ele é nome de confiança de Bolsonaro.

A substituição, segundo Bolsonaro, deve acontecer após o encerramento do ciclo, de dois anos, do atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O conselho de administração da companhia se reúne na próxima terça-feira (23) para decidir sobre a recondução ou não do presidente da companhia para mais dois anos.

É um procedimento padrão, realizado a cada dois anos, previsto nas regras da política de indicação dos membros do conselho fiscal, conselho de administração e diretoria executiva da Petrobras. Castello Branco assumiu a presidência da estatal em janeiro de 2019, por isso precisaria ser reconduzido em 2021 a mais dois anos. Mas, segundo Bolsonaro, o nome deve ser substituído pelo do general Silva e Luna.

O conselho de administração, contudo, pode não acatar a sugestão de Bolsonaro. Eles têm essa autonomia, segundo o estatuto da Petrobras. O conselho é formado por membros indicado pelo governo, acionistas e empregados. O nome de Castello Branco sempre foi bem-visto entre os conselheiros. Mas a maioria dos conselheiros são indicados da União, e Bolsonaro pode, se quiser, destituí-los caso sua vontade não seja atendida.

Preço dos combustíveis

A demissão de Castello Branco acontece após a Petrobras ter anunciado na quinta-feira (18) aumentos de 15,2% para o diesel e de 10,2% para a gasolina, os maiores deste ano e de toda a gestão Castello Branco. Ao todo, foram quatro reajustes somente em 2021. Esses reajustes fizeram o litro da gasolina e do diesel nas refinarias acumular alta de, respectivamente, 34,78% e 27,72%.

Bolsonaro demonstrou irritação com os aumentos em transmissão ao vivo nas redes sociais na noite de quinta-feira. Ele afirmou que o aumento foi “fora da curva”, “excessivo”, reclamou que a “bomba” cai sempre no colo dele e afirmou que a Petrobras passaria por mudanças, sem citar quais.

Em outra fala, direcionou as críticas ao presidente da estatal. “Como disse o presidente da Petrobras, há questão de poucos dias: ‘Eu não tenho nada a ver com caminhoneiros’. Foi o que ele falou, o presidente da Petrobras. Isso vai ter uma consequência, obviamente.”

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