Alvo da Polícia Federal, Bolsonaro vai manter ministro no cargo

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Apesar do indiciamento pela Polícia Federal (PF) do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o presidente Jair Bolsonaro, por enquanto, não pretende tirá-lo do cargo. De acordo com o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, “o presidente da República aguardará o desenrolar do processo. O ministro permanece no cargo”.

Bolsonaro já havia dito que aguardaria o relatório da Polícia Federal para tomar uma decisão sobre a permanência de Marcelo no cargo. O ministro, deputado eleito pelo PSL, é investigado por um suposto esquema de desvio de recursos públicos através de candidaturas laranjas nas últimas eleições.

Entenda

A Polícia Federal indiciou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), sob suspeita de envolvimento no esquema de laranjas do PSL. A investigação policial, iniciada com base em reportagens da Folha de S.Paulo, concluiu que o ministro comandou esquema de desvio de recursos públicos por meio de candidaturas femininas de fachada nas últimas eleições.

Álvaro Antônio foi indiciado nesta semana sob suspeita dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa -com pena de cinco, seis e três anos de cadeia, respectivamente.

Desde as revelações da Folha de S.Paulo, em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro, também do PSL, tem dito que esperaria as conclusões da PF para definir o futuro do seu ministro, que tem negado irregularidades.

Nota da defesa

“O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ainda não foi notificado oficialmente da decisão, mas reafirma sua confiança na Justiça e reforça sua convicção de que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada. Assim como vem declarando desde o início da investigação, que teve como base uma campanha difamatória e mentirosa, o ministro reitera que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral de 2018. Vale lembrar que esta é apenas mais uma etapa de investigação e o ministro segue confiante de que ficará comprovada sua inocência.” (DP).

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