Plenária do CBHSF promove reflexão sobre a degradação da Caatinga

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A programação desta quinta-feira (06), da XXXV Plenária Ordinária e XXI Plenária Extraordinária do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) em Montes Claros/MG reservou espaço para reflexão sobre a grave situação de degradação do bioma da Caatinga.

Sobre a Caatinga, os pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), professores Luiz César e Renato Garcia, apresentaram pesquisas da Universidade na preservação da fauna e flora da Caatinga, como parte integrante de convênio entre a Univasf e o governo federal para a execução de 07 condicionantes do licenciamento de implantação do projeto da transposição, que prevê a recuperação de áreas degradadas, como ações mitigadoras. “A preocupação é preservar a biodiversidade da fauna e flora com ações e projetos de recuperação, monitoramento e devolução para a natureza de animais e plantas originários da Caatinga”, explicou Luiz César.

A Caatinga é encontrada no Nordeste do Brasil, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte de Minas Gerais. Toda essa área abrange cerca de 844 mil km2, ou seja, 11% do território brasileiro. Apesar de sua importância ecológica, calcula-se que 40 mil km2 da Caatinga já foram transformados em semideserto, pelo corte da vegetação para servir como lenha e pelo manejo não sustentável do solo. “Estima-se que da Caatinga originária, hoje existe apenas entre 40 a 45% de sua vegetação. Nossas pesquisas estão voltadas para recuperação de áreas degradas em solo exposto por cobertura nativa. Não é fácil, mas é o caminho, lento e que requer persistência”, explicou o professor Renato Garcia.

Banzé

Para encerrar a programação, os participantes foram presenteados com uma apresentação do grupo folclórico Banzé, que há 50 anos retrata por meio da música e dança as manifestações culturais da cidade anfitriã, de Montes Claros, que na verdade reúne toda a pujança de uma região impregnada pela cultura do Velho Chico. “Valeu Alto São Francisco, obrigada pela recepção e até a próximo encontro”, finalizou o presidente Anivaldo Miranda. (CBHBS, foto: Divulgação)

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