Dilma diz ter certeza que Congresso terá ‘sensibilidade’ para votar ajuste fiscal

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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (6) que tem “certeza” de que os parlamentares do Congresso Nacional terão a “sensibilidade necessária” para aprovar as medidas do ajuste fiscal propostas pelo governo.

Nesta terça-feira (5) a Câmara adiou a votação da MP 665, que prevê tornar mais rigorosas as regras para concessão do seguro-desemprego.O governo quer ver aprovados tanto a 665 quanto a MP 664, que altera critérios para concessão de pensão por morte. Ambas, na visão do Palácio do Planalto, ajudariam a economizar R$ 18 bilhões.

No entanto, os textos encontram resistência dentro do Congresso. Também nesta terça, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) anunciou que o partido retira o apoio às MPs enquanto o PT não manifeste apoio integral às medidas.

Diante das dificuldades na aprovaçãos das matérias, Dilma afirmou ter a “crença” de que os parlamentares trabalham a favor do país.

“Vamos nos manter tranquilos. Eu tenho certeza que haverá por parte dos parlamentares a sensibilidade necessária para que se vote o ajuste”, afirmou a presidente a jornalistas após discursar no Palácio do Planalto no lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuária.

“Eu tenho consciência, e além disso, eu tenho a crença de que os parlamentares trabalham a favor do Brasil. Nós podemos divergir, nós podemos mutias vezes ter posições diferentes. Em que pesem as divergências, em que pese as diferenças, acho que há uma consciência básica em todos nós brasileiros: nós trabalhamos a favor do Brasil. Por isso que eu falo, vamos aguardar”, completou Dilma.

Economia

Ao longo das últimas semanas, ministros do governo Dilma se reuniram com parlamentares da base aliada para convencer os parlamentares a votar a favor das medidas de ajuste fiscal. Nesta terça, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que é importante que a votação ocorra “o mais rápido possível”.

A estimativa do governo é que as duas medidas provisórias juntas garantam, ao longo de um ano, uma economia de R$ 18 bilhões aos cofres da União. Para tentar assegurar a aprovação dos dois textos, Levy entrou em campo para ajudar na articulação política.

Na avaliação do ministro, a aprovação do ajuste fiscal pelo Legislativo representará o “primeiro passo” para o Brasil voltar a registrar crescimento econômico e aumento nas taxas de emprego. “Temos de continuar a trabalhar [pela aprovação do ajuste] e por isso temos de votar as medidas que estão no Congresso o mais rápido possível, porque criam um novo ambiente, é um primeiro passo que precisamos dar para voltar à rota do crescimento e aumento do emprego”, declarou nesta terça. (G1).

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