Após tiros em acampamento, prefeitura de Curitiba pede que Lula seja transferido da PF

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Após uma pessoa ser baleada e outra ficar ferida durante ataque ao acampamento de manifestantes pró-Lula em Curitiba, a Procuradoria-Geral do município (PGM) reiterou o pedido à 12ª Vara da Justiça Federal para que o ex-presidente Lula seja transferido da sede da Polícia Federal. Em nota, órgão cita, ainda, que o ocorrido motivou uma manifestação com barreira de fogo na rua Mascarenhas de Morais, interrompendo por horas o trânsito na região, especialmente as linhas alimentadoras do Terminal Santa Cândida. O prefeito Rafael Greca se mostrou preocupado pelo fato de Lula, um”mentor e líder de movimentos sociais”, estar preso em um local de grande movimentação.

— O local oferece risco, transtorno à população e aos funcionários da própria PF, e atrapalha a rotina de prestação de serviços aos brasileiros que precisam da emissão de passaportes”, destacou o prefeito Rafael Greca — disse o Greca, em nota.

O primeiro pedido de transferência do ex-presidente foi feito no dia 13 de abril. Na ocasião, a Prefeitura de Curitiba alegou que a prisão de Lula na cidade estava causando transtornos aos moradores e funcionário.

De acordo com militantes que estavam no acampamento, um grupo contrário ao ex-presidente Lula rondava a área durante a madrugada deste sábado gritando palavras de ordem e exigindo que deixassem o local. Teriam sido disparados sete tiros contra os militantes. Jeferson Lima de Menezes foi atingido no pescoço e está Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Trabalhador (UTI), em Curitiba. Ele atuava como segurança voluntário do acampamento. Uma mulher também ficou ferida após ser atingida por estilhaços de uma bala que acertou o banheiro químico.

Em sua conta no Twitter, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que a militância sofreu um atentado e que espera “providência rigorosa por parte das autoridades de segurança”:

“Muito grave o atentado nesta madrugada ao acampamento da vigília democrática de solidariedade ao Lula. Companheiro Jeferson, de São Paulo, baleado no pescoço corre risco de morte. Esperamos providência rigorosa por parte das autoridades de segurança”, escreveu Gleisi. (Jornal O Globo)

 

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