Volta a chover forte na Bacia do São Francisco

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O período úmido na bacia do rio São Francisco já pode ser sentido melhor nestes primeiros dias de novembro. Quem garante é a equipe técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o assunto foi pauta durante a reunião promovida semanalmente pela Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília (DF), e transmitida por videoconferência para os estados da Bacia.

Durante a reunião, a informação passada pelo núcleo responsável pela prevenção e gerenciamento da atuação governamental perante eventuais desastres naturais ocorridos em território brasileiro, a previsão para os próximos sete dias na Bacia do chamado rio da integração nacional é de, pelo menos, 40 milímetros (mm) de precipitação na região do Alto São Francisco.

A notícia está sendo aguardada com ansiedade. De acordo com alguns dos projetos irrigados localizados na Bacia e que participa da reunião, a baixa vazão do Velho Chico está impedido a irrigação, além de outras atividades que são diretamente prejudicadas pela escassez hídrica registrada desde 2013.

Essa semana, voltou  chover forte no Norte de Minas Gerais. Em Pirapora por exemplo, o rio chegou a transbordar.

O superintendente da ANA, Joaquim Gondim, explicou que apesar da boa notícia, os órgãos reguladores vão manter a defluência de 550 metros cúbicos por segundo (m³/s) no reservatório de Sobradinho (BA). “Ainda esta semana será publicada no Diário Oficial a renovação desse patamar de vazão até abril, conforme havia sido acertado antes”, confirmou Gondim.

As videoconferências que avaliam as condições hidrológicas da Bacia do São Francisco atendem a uma solicitação apresentada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), são realizadas semanalmente.

1 Comentário

  1. Walton Brandão

    2 de novembro de 2017 em 19:25

    Sugestao: pegando diariamente ou semanalmente informações com a Chesf, este blog poderia divulgar a afluência e a defluencia das barragens de 3 Marias e Sobradinho, para que nós leitores, pudéssemos acompanhar a situação. Além destas 2 informações, também o percentual de armazenamento de cada uma das barragens. Obrigado.

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