Univasf emite Moção de Repúdio contra ataques a conselheiros e professores durante reunião

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Durante a transmissão da Reunião do Conselho Universitário no Youtube, ocorrida na última sexta-feira, dia 20/11/2020, diversas mensagens foram postadas no chat, com ataques ao corpo docente da UNIVASF e às/aos conselheiras/os. Na ocasião, foram observadas mensagens que expressam ataques específicos à conselheira Thais Pereira de Azevedo, docente do Colegiado de Engenharia Agrícola e Ambiental (CENAMB) e ao conselheiro Rainer Miranda Brito, docente do Colegiado de Antropologia (CANT). As acusações postadas são gravíssimas e atacam o compromisso profissional dos servidores da Univasf, que manifestaram preocupação com a possibilidade de retorno das atividades presenciais ou híbridas.

O Conselho Universitário da UNIVASF repudia tais acusações e manifesta inequívoco apoio a seus conselheiros, ao corpo docente, e ao docente e à docente ofendidos.

A pandemia de Covid-19 atingiu a todos e todas em escala mundial e exigiu mudanças de rotinas, cuidados e protocolos de biossegurança a que não estávamos habituados. O desprezo do Presidente da República sobre esse flagelo que já vitimou milhares de vidas pelo mundo e mais de 170 mil brasileiros, aliado a toda sorte de Fake News produzidas pelo chefe da nação, infelizmente ajudaram a construir um ambiente tóxico. Trata-se de momento dramático para todas as atividades humanas, especialmente para a educação, e encontrar alternativas para a construção de um calendário acadêmico para o ano de 2021, que possa minimizar os impactos negativos, tem sido esforço deste conselho.

Na Univasf, num primeiro momento, as aulas foram paralisadas sob orientação do Ministério da Educação. No entanto, muitas atividades permaneceram acontecendo, como reuniões das diversas comissões, continuidade dos projetos de pesquisa e extensão, a produção de álcool gel, realização de cursos e ciclos de debates, entre outras.

Nós servidores da Univasf, não economizamos esforços para realizarmos um semestre de forma remota, que pudesse incluir a totalidade de nossos estudantes. Portanto, não ficamos parados.

Alimentados pelo desprezo à pandemia, membros da comunidade acadêmica estão produzindo ataques a professores com objetivo de desmerecer nosso trabalho e nos pressionar a voltarmos às aulas de forma presencial, quando cobram ensino híbrido, desrespeitando as orientações do Ministério da Educação. São irresponsáveis que não medem esforços para imporem à comunidade seus modos de ver e compreender o mundo. São mensageiros da morte.

Não vamos nos intimidar. Não vamos nos calar. A cada ataque a um membro da comunidade, nós iremos nos pronunciar. A pandemia já trouxe diversos prejuízos a todos nós, não vamos deixar que atinjam nossa dignidade. Somos servidores públicos e exigimos respeito. A proliferação de violência em meios digitais, em nada contribui com a busca de consenso em torno de alternativas de ensino remoto emergencial que tem marcado os esforços da comunidade univasfiana.

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