Sinepe-PE realiza protesto por retorno das aulas presenciais

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Representantes do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe-PE) realizam um protesto na manhã desta quinta-feira (3), na Praça da República, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife, em frente ao Palácio do Campo das Princesas. Os manifestantes cobram o retorno das aulas presenciais da educação básica. As aulas foram suspensas desde o dia 18 de março, por decreto estadual devido à pandemia do novo coronavírus. A decisão vale até o dia 15 de setembro, podendo ser prorrogada.

Os donos das escolas privadas pretendem pressionar o governo para que o cronograma da rede privada seja separado da rede pública, justificando que as escolas particulares estão prontas para retomar as aulas particulares seguindo os protocolos de segurança sanitária.

Uma comissão de oito pessoas, entre representantes do Sinepe, diretores, coordenadores e pais de alunos foi recebida pelo secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, na sede do governo estadual. O grupo irá entregar um abaixo-assinado que reúne 2.800 nomes favoráveis ao retorno das aulas presenciais.

A comerciante Danielle Homsani, de 44 anos, tem dois filhos de 15 e 10 anos matriculados em escolas particulares e se preocupa com o tempo que as crianças passam em frente às telas para acompanhar as aulas. “Essa é uma preocupação porque sabemos dos prejuízos provocados pela exposição a computador, celular e tablet por muitas horas. O tempo que antes eles passavam na escola, socializando com colegas e professores agora ficam estudando sozinhos, com pouca interação”, comenta.

“Eu acredito que as escolas podem oferecer uma estrutura segura aos nossos filhos. Já está na hora de voltar. As crianças não rendem o suficiente nos estudos na modalidade remota. Já voltei a trabalhar e tem sido um desafio conciliar”, argumenta a empresária Letícia Carlos, 49.

Coordenadores e diretores escolares defendem que o retorno seja híbrido, ou seja, os pais poderão escolher se os alunos voltarão às escolas ou continuarão tendo aula de forma remota. “Precisamos dar o direito de escolha aos pais. Ninguém vai obrigar que os alunos voltem de uma vez. Nossa proposta é de um retorno gradual, para aqueles que sentem segurança. Quem preferir, pode continuar com ensino em casa”, explica a diretora do Colégio Santa Maria, Rosa Amélia Muniz.

No dia 27 de julho, o Sinepe divulgou uma carta propondo retorno às aulas presenciais progressivo, iniciando com as turmas da educação infantil ao primeiro ano do ensino fundamental e do nono ano ao ensino médio.

“Ainda não tivemos resposta do governo para nossa proposta. Nossas escolas estão prontas e seguras para esse retorno. Os estudantes rendem muito mais dentro da escola. Sem falar nas consequências emocionais que estão enfrentando nesse período. Os pais relatam ansiedade e até síndrome do pânico”, comentou o diretor do Colégio Cognitivo, Eduardo Belo.(Diáriodepernambuco)

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