Setembro Verde: Pernambuco realiza 1.241 transplantes de órgãos e tecidos

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Um balanço sobre o Setembro Verde foi realizado, nesta terça-feira (03), pela coordenadora da Organização de Procura de Órgãos do Hospital Dom Malan/IMIP de Petrolina. Na oportunidade, Samyra Moraes destacou o protagonismo de Pernambuco na doação de órgãos, visto que o estado detém o primeiro lugar do norte-nordeste no ranking nacional de transplantes. 
 
Imagem ilustrativa

Recentemente, foi divulgado pelo governo do estado um aumento geral no número de transplantes. Até agosto, 1.241 órgãos e tecidos foram transplantados em Pernambuco, o que representa um aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram realizados 961 procedimentos. O aumento da doação de rim (49%) ficou no segundo lugar no ranking da CT-PE e em primeiro os transplantes de coração, que totalizaram 40 – uma ampliação de 60% quando comparado com os dados do mesmo período de 2016 (25).

 
“Essa é uma realidade muito positiva para a qual Petrolina tem dado a sua parcela de contribuição. Dos 40 corações transplantados, por exemplo, 32,5% foram captados no Hospital Universitário pela OPO Dom Malan. O aumento tem sido registrado na doação de múltiplos órgãos e a gente precisa divulgar, pois, apesar do sofrimento da família do doador pela perda de um ente querido, dessa forma nós temos conseguido ajudar a diminuir a fila de espera por um transplante”, ressaltou Samyra.
 
A coordenadora da OPO acredita que o aumento significativo com relação às doações tem a ver com o maior preparo e sensibilização das equipes de saúde, assim como um maior esclarecimento e entendimento da família com relação à importância desse gesto de amor e generosidade. “Se analisarmos os números não há um aumento significativo de potenciais doadores, o que há é um aumento realmente da conscientização”, comemora Samyra.
 
E para fortalecer ainda mais esse trabalho, a OPO – em parceria com a Liga Acadêmica de Transplantes de Tecidos e Órgãos do Vale do São Francisco (LiATO – Univasf) –   realizou na última semana uma série de oficinas voltadas à identificação de um potencial doador, protocolo de morte encefálica, acolhimento da família e a importância do diálogo sobre a doação, entre outros assuntos pertinentes ao tema. Toda a programação foi aberta, voltada aos profissionais e estudantes de diversas instituições de saúde e ensino. “Começamos as comemorações do Setembro Verde com uma missa no dia 23 e de 25 a 29 realizamos as oficinas na Univasf. Cada oficina teve a duração de duas horas e gerou certificado. Tivemos um bom público e acredito que passamos o nosso recado”, pontua Samyra.
 
Além da doação pós-morte encefálica é possível fazer doações em vida. Rim, parte do fígado e medula óssea estão nessa lista. “É preciso desmistificar inclusive a doação da medula óssea, porque muitas pessoas não tem informação sobre o assunto. É muito fácil se tornar um doador. O interessado pode se dirigir ao Hemope, preencher um cadastro, e doar 5ml de sangue, de onde serão extraídas as informações para cruzamento. É bom lembrar que a doação de medula nada ter a ver com coluna cervical, punção ou risco de paralisia. O processo é super tranquilo e sem riscos”, finaliza.

 

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