Petrolina: “Não existe o risco de liberdade provisória”, diz Juíza sobre o assassino do garoto Alisson; audiência vai ocorrer em dezembro

Em outubro de 2015, um crime chocou a população do Vale do São Francisco, onde o jovem Alisson Dantas foi atingido por golpes de facão no Bairro Quati, em Petrolina por conta de um Wi-FI.

O acusado, Reziélio Alves de Almeida está preso na cidade de Ponta Grossa, no Paraná desde o final de maio de 2018 e a notícia da prisão do acusado causou motivos de justiça, mas ao mesmo tempo indignação por parte da família pelo fato do assassino cumprir pena em outro estado.

A Juíza de Direito Dra. Elane Brandão Ribeiro, da Vara do Tribunal do Júri de Petrolina concedeu entrevista ao repórter César do Lau da Petrolina FM para esclarecer os rumos do caso.

“Foi feito um pedido, através da delegacia de capturas para que esse “recambiamento”, do cumprimento da pena em Petrolina seja mais célere. Apenas no dia 17 de setembro recebemos uma comunicação do Subchefe da Delegacia da Polícia Civil de Pernambuco, Neemias Falcão, alegando a impossibilidade de realizar esse deslocamento pela falta de recursos financeiros”, explicou.

A Juíza disse ainda que foi solicitado, após análise da delegacia de capturas, o “recambiamento” de Reziélio Alves de Almeida, através da Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres/PE) para a cidade de Petrolina.

Uma audiência está marcada para ocorrer no Fórum de Petrolina, às 8h, no dia 19 de dezembro de 2018, que depende da presença do acusado.

“É possível a realização dessa audiência sem a presença do réu. Ele pode ser ouvido no Paraná e para tanto o acusado precisa solicitar um documento por escrito pedindo sua ausência. Ele deve ser representado por um advogado, mas o ato pode ser realizado com ou sem a presença dele. Se houver recurso, a delegacia pode proceder com esse tipo de transferência do acusado para Petrolina, isso segue uma fila de presos”, enfatizou.

Segundo a Juíza, Reziélio ainda não possui advogado ou a defensoria pública assumiu o caso, sendo necessário saber a perspectiva de transferência do preso.

“Não consigo informar se é possível um relaxamento do caso, vai depender até mesmo do próprio réu, se ele vai concordar com essa transferência, até os familiares podem arcar com isso, nós precisamos garantir é uma solução imediata tão aguardada pelos familiares da vítima, nós temos 14 presos fora da unidade para serem apresentado, existe essa fila. A justiça do Paraná não pode colocá-lo em liberdade se não houver uma ordem de Pernambuco, não existe o risco da liberdade provisória ou relaxamento de prisão, esclareço que não há qualquer pedido formulado”, conclui Dra. Elane Brandão. (Com informações do repórter César do Lau).

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