Pesquisadora desenvolve Mapa Literário da Cadeia Criativa do Sertão do São Francisco Pernambucano

Quem são, quantos, onde e o que estão produzindo os escritores, ilustradores, quadrinistas, designers, xilogravuristas e outros profissionais do livro do Sertão do São Francisco Pernambucano? O projeto “Mapeamento da cadeia criativa do Sertão do São Francisco pernambucano”, idealizado pela pesquisadora e produtora cultural Amy Almeida, tem o desafio de responder a estas perguntas. O trabalho iniciado em 2021, estudou o território assim como a dinâmica regional do livro, mapeou profissionais e lança os primeiros resultados, em seus canais de comunicação, em formato de livro digital a partir do dia 20 de julho.

Nova etapa se iniciará em agosto do ano em curso com visitas da caravana de pesquisadores à cidades de Afrânio, Dormentes, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Cabrobó e Orocó, incluindo também Petrolina onde a pesquisadora reside, reforçando dados coletados anteriormente e também incluindo, nessa segunda etapa, profissionais dos elos mediadores, produtivo e distributivo, entre eles contadores de histórias, bibliotecário(a)s, editoras, livreiros, professores-leitores, sebistas, produtores culturais do livro, ou seja, tudo que envolve o livro, leitura, literatura, e consequentemente toda a economia do livro na região.

De acordo com Amy Almeida o mapeamento direto com as bases de criação literária, que é inédito não somente em Pernambuco, mas também no cenário nacional, irá contribuir para a formação de uma rede de comunicação entre seus fazedores colaborando desta forma para a própria sustentabilidade do setor no mercado cultural local. Segundo ela, “os dados irão servir como base para políticas públicas que possibilitem destinação orçamentária para o fortalecimento da cadeia produtiva do livro e desenvolvimento da economia cultural local. Com a promulgação, em 2020, da Lei Nº16.991, a qual regulamenta o Plano Estadual do livro, leitura, literatura e bibliotecas, ações ligadas ao mundo literário, deixam de ser ações restritas de alguns governos e passam a ser política de estado garantindo, desta forma sua continuidade, criando uma rede de proteção para a economia do livro. “É uma vitória importante para os profissionais da área, e porque não, também para nossa região”, assinalou.

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