Oposição pede ajuda da Força Nacional para conter violência em Pernambuco

Deputados da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), liderados pelo deputado Silvio Costa Filho (PRB), entregaram ao Governo de Pernambuco, um documento pedindo apoio à Força Nacional para conter a violência no Estado. O documento foi protocolado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A iniciativa foi anunciada na terça-feira (19) no plenário da Alepe.

Além de Silvio Costa Filho, estiveram presentes no ato os deputados Álvaro Porto (PSD), Augusto César (PTB), Joel da Harpa (Podemos), Júlio Cavalcanti (PTB) e Socorro Pimentel (PSL).

“Infelizmente, nos últimos três anos, são mais de 12 mil assassinatos em Pernambuco. Entra secretário, sai secretário, entra comandante-geral, sai comandante-geral e a violência continua aumentando. Só esse ano são mais de 3,9 mil assassinatos. O crescimento do número de estupros, da violência contra a mulher. Mais de 100 mil assaltos e furtos na Região Metropolitana e no Interior do Estado. Infelizmente, o governo está perdendo a guerra para a criminalidade”, disse o líder da oposição na Alepe, Silvio Costa Filho.

O parlamentar também solicitou que o Estado apresente “uma agenda concreta” no combate a criminalidade. “Nós estamos solicitando a Força Nacional para, nossos próximos meses, ajudar de alguma forma o Governo do Estado, solicitamos que o governo apresente uma agenda concreta no combate à criminalidade e que nós possamos de alguma forma diminuir esse ambiente de insegurança que os pernambucanos estão vivendo do litoral ao Sertão”, afirmou Silvio Filho ao justificar o pedido de apoio da Força Nacional.

Após protocolado o ofício, o grupo vai aguardar uma posição oficial do governador Paulo Câmara (PSB). O socialista, segundo agenda divulgada para a Imprensa, participa, na manhã desta quarta, do Prêmio CLP: Excelência em Competitividade em Educação, em São Paulo.

Silvio Costa Filho também cobrou que o gestor apresente uma agenda emergencial no combate à violência em Pernambuco. “Que vai desde a valorização do policial a reabertura da mesa de negociação, ampliar o serviço de inteligência, parceria com os municípios, o maior envolvimento da OAB, do poder judiciário, do Ministério Público, de toda a academia e aqueles que querem ajudar no combate à criminalidade. Digo sempre que um dos maiores impostos que nós pagamos é o imposto do medo. E os pernambucanos estão com medo de sair às ruas no nosso Estado”, disse.

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