“Operação Alcateia” desarticula milícia, cumpre mandados de prisões temporárias e de busca e apreensão no sertão baiano e em Petrolina (PE)

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Na manhã desta quinta-feira (29), o Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Grupo Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), além de promotores criminais de Paulo Afonso e da Auditoria Militar, em conjunto com a Força-Tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Combate a Grupos de Extermínio e Extorsões, deflagrou a “Operação Alcateia”, cumprindo mandados de prisões temporárias e de busca e apreensão no Municípios de Paulo Afonso, Feira de Santana, Salvador e Petrolina, em Pernambuco.

A Operação é fruto de Procedimento Investigatório Criminal que investiga graves delitos praticados por uma organização criminosa composta, principalmente, por policiais militares lotados no 20º Batalhão de Polícia Militar, sob o comando de um oficial de alta patente da corporação.

A operação apurou indícios veementes da prática de diversos crimes de homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa, além de outros delitos típicos de atividade de milícia, como tortura e extorsão. Com base nesses indícios, foram deferidos pela 1ª Vara Crime, Júri, e Execuções Penais da Comarca de Paulo Afonso os pedidos do MP de prisões temporárias de seis policiais militares, buscas e apreensões em endereços residenciais dos investigados e batalhões da Polícia Militar, além de afastamento cautelar das funções públicas de um tenente-coronel pelo período de 180 dias, cumulada com proibição de acesso às dependências de todas as unidades da Polícia Militar, comunicação com outros membros da Corporação e de utilização dos serviços da Instituição Militar.

A Operação conta com o apoio operacional do Gaeco do Ministério Público do Estado de Pernambuco, da Corregedoria Geral da SSP, da Corregedoria da Polícia Militar, da Polícia Civil (COE), do Batalhão de Choque da Polícia Militar, do DPT, bem com da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por meio da Superintendência Regional na Bahia.

Não haverá concessão de entrevista ou coletiva de imprensa por parte do MP da Bahia, neste momento, em respeito à Lei de Abuso de Autoridade). (Fonte: MPBA)

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