Na TV, Bolsonaro diz que não teve mais votos no Nordeste por conta de ‘fake news, mentiras’

Em entrevista ao Jornal Nacional, na noite desta segunda-feira (08), na Rede Globo de Televisão, Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, aproveitou os dois minutos de pronunciamento aos eleitores para agradecer os votos recebidos, principalmente,  aos grupos que o apoiam como os líderes evangélicos, policiais e as forças armadas brasileiras. Em especial, o candidato frisou a região Nordeste, onde perdeu, mas destacou que teve uma votação expressiva. “Nunca alguém que fez oposição ao PT teve uma votação tão expressiva como eu tive. Obviamente, não tive mais por fake news, mentiras.”, mencionou.

Ao ser indagado sobre as declarações do seu vice, General Hamilton Mourão, onde declarou que a Constituição de 1988 foi um erro e que um “conselho de notáveis” poderiam criá-la. Ele mencionou em entrevista sobre “autogolpe”. Bolsonaro afirmou que é o “presidente” e desautorizou Mourão nos dois momentos. “Ele não poderia ir além daquilo que a Constituição permite. Jamais eu posso admitir uma nova constituinte, até por falta de poderes para tal.”, destacou. Em relação a “autogolpe”, o candidato diz não saber. “Não entendi direito o que ele quis dizer naquele momento. Mas isso não existe.”, enfatizou.

Na ocasião, Bolsonaro fez questão de esclarecer que ele é o presidente e que falta tato político a Mourão. “O que falta um pouco ao general Mourão é um pouco de tato, um pouco de vivencia com a politica. E ele rapidamente se adequará à realidade brasileira e à função tão importante que é a dele. Nesses dois momentos ele foi infeliz, deu uma canelada. Mas repito: o presidente jamais autorizaria qualquer coisa nesse sentido.”, respondeu.

Para finalizar, o candidato do PSL destacou a certeza que fará um Brasil diferente do que foi feito até o momento. Se eleito, já destacou que aceitará imposições partidárias em relação a escolha dos ministros.  “Não aceitaremos o toma-lá-dá-cá, e nem imposição partidária para escolhermos o time de ministros. Será um time, aí sim, de notáveis, competentes, e com autoridade para buscar o que é o melhor para o Brasil e não para agremiações político-partidárias.”, comentou.

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