Madadouro de Juazeiro (BA) precisa de manutenção e instalação de toda a parte elétrica e hidráulica

A Prefeitura Municipal de Juazeiro, através da Agência de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária (ADEAP) e do Conselho Regulador do Serviço de Inspeção Municipal (CSIM), realizou visita técnica aos abatedouros da cidade. O objetivo da inspeção era verificar as atuais condições da parte estrutural e trabalhar na sua reestruturação. Outro ponto discutido, foi a necessidade de uma assistência técnica e da presença do produtor para a cadeia produtiva da caprinovinocultura, que deve atuar como gestor do empreendimento.

A comissão visitou o antigo Lamm, hoje Frigolar – abatedouro e frigorífico de caprinos e ovinos, localizado no Distrito Industrial. A equipe foi recebida por Tiano Félix, representante da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e por Adilson Ribeiro, da Central da Caatinga. Segundo Tiano, o prédio vem sofrendo saques em sua parte elétrica. A vigilância do local é de responsabilidade da CAR, mas de acordo com ele, há uma tramitação de concessão para a reestruturação do espaço.

Com relação à estrutura, foi observado o estado de conservação adequado, com ressalvas para a manutenção e instalação de toda a parte elétrica e hidráulica, bem como manutenção dos equipamentos e câmaras frias. José Wilson, conselheiro do CSIM e convidado pela Comissão, enfatizou a importância da reestruturação da cadeia produtiva, pois o modelo empregado anteriormente não funcionou. Para Waltécio Leal, fiscal e médico veterinário da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), o abate, em si, não gera renda suficiente para manter o empreendimento, onde estratégias devem ser tomadas para evitar o fim das atividades.

O segundo abatedouro a receber a equipe foi o antigo ABATAL (Abatedouro Almeida), atualmente Campo do Gado. Chegando ao local, foi observado que o prédio se encontra saqueado e destruído, não havendo possibilidade de reaproveitamento. Waltécio reiterou que qualquer informação sobre o registro do estabelecimento, deve ser encaminhado via ofício à ADAB, informando as condições do espaço. A partir dessa visita, um relatório será encaminhado para as autoridades municipais.

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