Justiça ouve mais testemunhas sobre assassinato do médico Denirson

A audiência de instrução e julgamento do assassinato do médico Denirson Paes, que foi encontrado morto, em julho, dentro de uma cacimba no quintal de casa, em Aldeia, Camaragibe foi realizada neste final de semana. Esta foi a última sessão, que decidirá se os reús irão a júri popular. A audiência acontece no Fórum de Camaragibe. Danilo Paes, filho mais velho do médico, que está preso e investigado por suposta participação no crime esteve no local. A mãe dele, Jussara, ex-esposa do médico, que confessou o assassinato, também esteve no recito. Ela não foi vista pela imprensa, que acompanhou do julgamento.

O advogado criminalista Carlos André Dantas, contratado pela família de Denirson, disse que a tese da defesa dos réus em afirmar que o médico era uma pessoa violenta não vai prosperar. “Sempre fui informado que Denirson era uma pessoa pacífica, de bem. Todos gostavam dele pessoal e profissionalmente. Ele agradava as pessoas por onde passava. Mesmo com a medida protetiva que a senhora Jussara conseguiu em 2015 foi apenas uma forma de constrangê-lo, por ele ter viajado aos Estados Unidos sem ela. Não houve, na época, sequer exame de corpo de delito. É óbvio, claro, que ele não era agressivo!”, defendeu.

Foram ouvidas duas testemunhas de acusação, o responsável pela investigação e que fez a reconstituição do caso, além de um funcionário do condomínio, e nove pessoas arroladas pela defesa. Quinze testemunhas de acusação já foram ouvidas na sexta-feira da semana passada (7). A expectativa do advogado é que as testemunhas de acusação contribuam com informações sobretudo o que foi produzido na investigação que foi perfeita. “Que hoje a acusação possa renovar os pedidos de condenação e levá-los ao tribunal do júri. Esta deve ser a última audiência antes que defesa e acusação apresentem suas alegações finais para que a juíza possa proferir sua decisão de pronúncia que pode levar os acusados para julgamento no tribunal do júri”, comentou o advogado. Na sexta (14), os familiares de Denirson não apareceram no fórum.

O criminalista Carlos André Dantas falou que a defesa alega falhas na investigação e se pronunciou a respeito: “A investigação foi brilhante, pois a equipe trabalhou de forma efetiva, tanto que a senhora Jussara negava a autoria e depois, ainda na fase inquérito, confessou. Se eles acham que há falhas, por que não pedem anulação da ação judicial?”, afirmou.

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