Justiça Desportiva nega pedido de anulação e Náutico mantém vaga na Série B

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Classificação conquistada nos gramados e ratificada no tribunal. Nesta sexta-feira (20), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), de forma unânime (7 votos a 0), decidiu não impugnar a partida entre Náutico e Paysandu, no dia 8 de setembro, nos Aflitos, pelas quartas de final da Série C.

O Paysandu entrou com um pedido de anulação do confronto alegando que houve “erro de direito” em uma penalidade marcada pelo árbitro Leandro Vuaden, aos 49 minutos do segundo tempo, para o Náutico. A partida estava 2×1 para os paraenses e, com o pênalti, os pernambucanos empataram em 2×2 e ganharam nas penalidades, avançando para as semifinais e conquistando o acesso à Série B.

Antes da decisão, a defesa do Paysandu alegou que Vuaden mostrou desconhecimento do novo entendimento da Regra 12, que fala como exceção as infrações de toque “se a mão ou braço estiver perto do corpo e não faça o corpo artificialmente maior”. No lance em questão, o jogador Caíque Oliveira cabeceou a bola na direção do braço esquerdo de Uchôa. O advogado do Náutico, Renato Britto, citou em contrapartida que os pernambucanos tiveram uma penalidade não marcada no início do primeiro tempo, do goleiro Mota em cima do meia Jean Carlos.

Um dos procuradores do STJD, Felipe Bevilacqua, solicitou que o Tribunal não acolha outros pedidos envolvendo casos subjetivos de interpretação da regra. O presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, não deu entrevista após a decisão. O advogado do clube, Michel Asseff Filho, informou apenas que os paraenses vão avaliar a possibilidade de recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS). (Folha PE)

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