Exposição “Formato Impresso” será realizada na próxima quarta-feira (14) em Petrolina

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O universo dos impressos na arte da contemporaneidade é vasto e amplo. Esta forma de expressão artística possibilita discutir questões sociais e políticas dos dias atuais. A exposição “Formato Impresso” busca explorar esse tipo de criação e promover o debate sobre as novas configurações de arte. O lançamento acontecerá na próxima quarta-feira (14), no hall da Reitoria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina (PE), às 17h, com vernissage e roda de conversa sobre as obras em exibição. A mostra continuará disponível para visitação gratuita até o dia 30 de janeiro de 2019, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Entre os trabalhos expostos estão cartazes, ilustrações, panfletos e lambes (pôster artístico de tamanho variado que é colado em espaços públicos), que foram coletados e disponibilizados por artistas que utilizam a arte urbana e impressa como ferramenta. Um exemplo é o artista multimídia paulistano, Guto Lacaz, que assina a maior parte das obras presentes nesta exposição. Participam também artistas e coletivos de Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). Todas as obras foram cedidas por eles, voluntariamente, para exibição.

A exposição é um desdobramento da I Feira de Arte, Cultura e Ações Comunitárias (FACA), que aconteceu em julho de 2018, em Juazeiro (BA), e que culminou em processos de partilha entre os artistas locais e de outras cidades e estados. A produtora cultural e uma das organizadoras do “Formato Impresso”, Déba Viana Tacana, destaca que essa é uma oportunidade de pensar as diferentes formas de acesso, circulação da obra e, também, de conteúdo. “As obras selecionadas oferecem a condição de superar a questão estética porque ela traz um conteúdo político que na atual conjuntura está nos custando muito caro: o diálogo, a comunicação”, aponta.

O “Formato Impresso” é uma produção da Diretoria de Arte, Cultura e Ações Comunitárias (DACC), da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), e se diferencia das exposições impressas realizadas anteriormente ao substituir a linguagem fotográfica por cartazes. “Trata-se de uma produção estética que geralmente é descartada, estão nos murais, mas nunca em um local de exposição. Resgatar esses formatos e trazê-los para a galeria proporciona um deslocamento do produto final, mas também uma mudança de conceito”, analisa o diretor da DACC, Edson Macalini.

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