Ex-deputado Luis Bassuma é suspeito de estuprar filha de 4 anos

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O ex-deputado federal Luis Carlos Bassuma (Avante) foi indiciado pela Polícia Civil da Bahia e denunciado pelo Ministério Público (MP-BA) por estupro de vulnerável. Ele é acusado de ter estuprado sua filha adotiva quando ela tinha 4 anos – hoje, a menina tem 5 anos.

O ex-deputado federal também é julgado pela Justiça por violência doméstica. Sua ex-esposa, Ayla Maria Queiroz de Mello Bassuma, solicitou medida protetiva de urgência contra ele por conta do comportamento violento do ex-parlamentar, “além de problemas que estão sendo apurados com relação à filha menor”. A criança foi adotada pelo casal em 2015. O ex-deputado tem outros três filhos com sua primeira esposa.

“Em razão das providências tomadas pela requerente para resguardar a integridade de sua filha menor, passou a ser ameaçada pelo mesmo e sendo esta pessoa violenta, temendo pela sua vida, pois sempre irá proteger a filha, vem buscar, de maneira urgente, a tutela da justiça, evitando sofrer atos de violência e ter até mesmo sua vida cerceada”, diz a inicial protocolada pelo advogado de Ayla em dezembro de 2017.

Uma tentativa de agressão contra ela teria ocorrido em dezembro de 2017, quando um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam) de Brotas.

Na inicial à Justiça, o advogado de Ayla também pede providências quanto ao suposto estupro sofrido pela criança. “A pequena e inocente vítima conta com detalhes os fatos ocorridos e relatando com riqueza de detalhes, estando revestida de credibilidade, acompanhada de outros elementos confirmatórios, permitindo uma convicção idônea. No caso em tela, a vítima contou em juízo, detalhes do ocorrido antes e após a prática do ato delituoso”, diz a inicial.

A peça apresentada à Justiça também apresenta laudo de médicos e psicólogos que atestam a existência do crime e de abusos sofridos pela menor e indicam que a mãe tome providências cabíveis com órgãos oficiais.

Ayla e Bassuma são casados civilmente desde 2014 e entraram com divórcio em 2016. A prática de abuso sexual teria ocorrido durante visitas da criança ao pai.

Uma audiência para ouvir Ayla e decidir se ela ganhará a medida protetiva está marcada para o próximo dia 3 de junho.

Ao CORREIO, Bassuma classificou a acusação como “terrível calúnia sem mencionar o outro e verdadeiro lado da história”. Por meio de nota, o ex-parlamentar se defendeu. “Ayla, minha ex-esposa e mãe adotiva da criança, até hoje inconformada com o divórcio pedido por mim em função de seus desequilíbrios possessivos, procurou a imprensa e contou a versão que lhe foi conveniente, expondo a minha filha a mais uma grave humilhação e constragimento”.

Ele disse ainda que “as acusações são falsas e foram rechaçadas pela Delegacia de Abrantes e afastadas pelo Ministério Público do Estado da Bahia, em relatório detalhado de 24 laudas”. (Correio)

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