Evo Morales renuncia ao cargo de presidente da Bolívia

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O presidente da Bolívia , Evo Morales, anunciou neste domingo (10/11) que renuncia após as Forças Armadas “sugerirem” que ele deixasse o cargo.

Morales comunicou sua decisão em um pronunciamento na televisão ao lado de seu vice-presidente, Álvaro García Linera, minutos depois de as Forças Armadas pedirem que ele abrisse mão de seu mandato para permitir a pacificação e manutenção da estabilidade do país. García Linera disse que também deixa seu cargo. “O golpe foi consumado”, afirmou.

Pouco antes, o comandante das Forças Armadas da Bolívia, general Williams Kaliman, divulgou um comunicado em nome do alto comando em que falava que a saída de Morales seria importante para resolver o impasse na crise política em que se encontra o país desde as controversas eleições presidenciais, em 20 de outubro.

A crise que levou à renúncia de Evo Morales

Segundo o comunicado, o pedido foi feito a Morales levando em consideração “a escalada de conflitos que o país atravessa”, em nome da “vida e da segurança da população” e para garantir o “império da condição política do Estado, de acordo com Artigo 20 da Lei Orgânica das Forças Armadas e após análise da situação interna de conflito”.

Depois de quase três semanas de protestos nas ruas contra os resultados que haviam dado a Morales um novo mandato até 2025, o presidente boliviano anunciou na manhã de hoje novas eleições. Essa medida, no entanto, não acalmou os manifestantes.

(BBC)

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