Em Petrolina, maioria que vive em situação de rua são pessoas separadas da família, diz pesquisa

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Pessoas em situação de rua vivenciam inúmeras dificuldades. A mais evidente delas, é a vulnerabilidade social. Esse problema sujeita o grupo às diversas dimensões de desamparo, desconforto; insalubridade; insegurança frente aos estabelecidos que as vezes , ou quase sempre olham o morador em situação de rua com desconfiança.

Face a isso, a Secretaria de Cidadania (SEDESC) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) , fizeram um levantamento e pesquisa por amostragem para traçar os números da população em situação de rua em Petrolina. A pesquisa durou oito meses, foi feita no período de outubro de 2014 a maio de 2015, e trouxe dados relevantes quanto ao conhecimento do perfil do grupo. A pesquisa foi realizada pelos alunos de Psicologia da UNIVASF , Jessica Richelle e Daniele Azevedo,pelas psicólogas Natalia Casemiro e Fauberiane Oliveira e ainda coordenada pelo Professor Daniel Henrique, do grupo de Psicologia da UNIVASF- Campus Petrolina.

A pesquisa foi mostrada na manha dessa quinta-feira (28/05) para coordenadores, assistentes sociais, educadoras e secretários executivos que fazem parte do Centro POP e Secretaria de Cidadania em Petrolina. A pesquisa revelou que a maioria que vive em situação de rua são pessoas separadas da família, possuem documentação, são desocupados, não possuem deficiência, as drogas mais usadas são as ditas licitas (ÁLCOOL e FUMO), são negros, não declaram religião e possuem pouca escolaridade.

Para a secretária de Cidadania, Célia Regina Carvalho, a amostra da pesquisa trouxe números importantes para a avaliação e tomadas de posturas que poderão ser mais contundentes para que o morador em situação tome um novo rumo para uma nova vida com ações que ao façam traçar novo caminho para sua vida. Ela enfatizou que é preciso trabalho árduo para que se tenha bons resultados. “ Meu Anseio como responsável por um trabalho tão grandioso, é ver a realidade do orador em situação de rua mudando para melhor, mas também tenho os pés no chão e sei que isso só acontecerá com trabalho efetivo”, pontuou.

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