Dia da Conscientização do Autismo: fonoaudióloga orienta sobre sinais que podem levar ao diagnóstico do transtorno

O autismo é caracterizado por ser um transtorno no desenvolvimento, que afeta a capacidade de interação social, de comunicação e também de comportamento. Na maioria das vezes, ele é diagnosticado ainda na infância, mas há casos em que o diagnóstico só é definido na fase adulta. A fonoaudióloga e diretora do Centro Regional de Reabilitação, Prevenção e Inclusão Social (Cerpris) de Juazeiro (BA), Verônica Pesqueira, orienta que alguns sinais podem servir como um alerta para o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo Verônica Pesqueira, por ser um transtorno de origens e manifestações complexas, que variam muito entre um caso e outro, é importante reforçar que a presença de um ou mais desses sintomas não caracteriza, obrigatoriamente, um quadro de autismo. “Por isso, é sempre recomendado contar com a opinião de um ou mais profissionais especializados em Transtorno do Espectro Autista para avaliar cada caso individualmente, e assim, encaminhar para o tratamento adequado”, destacou.

A fonoaudióloga destaca alguns exemplos de características de comunicação social e interação social que podem estar relacionadas ao TEA: quando evita ou não mantém contato visual; não finge estar brincando (por exemplo, não finge “alimentar” uma boneca aos 2 anos e 6 meses de idade); apresenta irritabilidade com frequência; demonstra-se muito sensível a estímulos sonoros, visuais e táteis; mostra pouco interesse em interagir com os colegas; tem dificuldade para compreender os sentimentos de outras pessoas ou falar sobre os seus próprios sentimentos; possui resistência extrema a mudanças.

“Quando a criança não responde quando é chamado, não imita seus sons ou expressões faciais, não usa gestos como apontar e acenar ou mesmo não desenvolve ou até perde seus marcos de linguagem ou comunicação, que pode incluir coisas desde o balbucio até desenvolvimentos posteriores, como falar palavras isoladas ou frases curtas, é preciso ligar o alerta para a possibilidade e levar a situação ao pediatra ou ao neuropediatra”, disse Verônica Pesqueira.

Os primeiros sintomas, geralmente, aparecem antes dos três anos de idade e podem durar durante a vida inteira do indivíduo. No entanto, terapias podem evitar o agravamento de algumas características, a fim de promover qualidade de vida à criança e ao adulto. (Ascom Sesau Juazeiro)

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