Delegados se unem a policiais civis em Pernambuco e enterram Pacto pela Vida

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Reivindicando melhores condições de trabalho e aumento salarial, delegados da Polícia Civil de Pernambuco realizam manifestação na manhã desta quinta-feira (2), em frente à Secretaria de Planejamento e Gestão, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. A caminhada com cerca de mil pessoas, entre eles delegados e policiais civis, segue até o Palácio do Campo das Princesas para uma tentativa de conversa com o governador Paulo Câmara ou algum representante do governo. O trânsito está retido nas imediações da Rua da Aurora.

A mobilização foi votada em assembleia geral da categoria, na última sexta-feira (26), na sede do Banco Central, também no Centro. Na ocasião, membros da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco (Adeppe) também decidiram que não vão participar das operações de repressão qualificada do Pacto pela Vida. Os delegados entregaram as jornadas voluntárias extraordinárias (PJEs), afirmaram que vão continuar priorizando a ordem cronológica dos inquéritos e, para se contrapor ao Pacto pela Vida, vão lançar o Pacto pela Valorização.

A categoria se uniu a integrantes do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) para pressionar o Governo do Estado a acatarem as exigências de melhores condições de trabalho e uma reestruturação da carreira, que atualmente conta com 30 faixas salariais, com progressões anuais. De acordo com a Adeppe, esse quadro impede que novos delegados cheguem ao último nível.

A categoria afirma que tenta negociar com a Secretaria de Administração desde o início de maio, mas até agora não houve avanços. Segundo a Adeppe, além da longa carreira, os delegados possuem o pior salário do País. Os delegados reclamam ainda do tratamento desrespeitoso que recebem do governo.

“Os policiais Civis são constantemente vilipendiados, ao ponto de o Governo, para justificar a falta de equipamentos de proteção individual (EPI), considerar o uso de colete à prova de bala ‘excesso de zelo ou capricho’. Isso é um completo absurdo. Estamos sendo compelidos a trabalhar de graça, sob pena de termos os salários descontados”, afirmou o presidente da Adeppe, Francisco Rodrigues. (JC Online).

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