Crise hídrica: Vale do São Francisco à beira de um colapso econômico e a inércia da Codevasf

EMBATE CRISE

Produtores e agricultores da Região do Vale do São Francisco estão enfrentado uma situação já anunciada. A falta de água que atinge principalmente os projetos de irrigação Senador Nilo Coelho e Maria Tereza.

Alguns empresários dos perímetros revelaram que a Codevasf responsável por abastecer e fornecer água para atendimento da demanda de irrigação dos lotes existentes nos projetos de irrigação Senador Nilo Coelho e Maria Tereza,  tem encontrado dificuldades em  solucionar os problemas que envolvem os perímetros irrigados tendo como consciência todas as limitações do Governo Federal ressaltando que o órgão não tem recursos próprios para tentar contornar a situação, já que o mesmo é responsável por gerir o recurso do governo.

O Lago de Sobradinho, terceiro maior do mundo, está, neste momento, com pouco mais de 20% de sua capacidade. Neste mesmo período em 2014, o volume de água era próximo a 50%. Existe a possibilidade que em setembro seja atingido o volume morto, caso isso aconteça, chegaremos a um verdadeiro colapso e o fornecimento de água na região poderá ser interrompido, se não forem adotadas as medidas, visando a implantação de flutuantes para solucionar o problema.

Para evitar o colapso na captação de água para os diversos perímetros de irrigação em Petrolina,  a CODEVASF nomeou uma comissão e elaborou um projeto para compra de flutuantes com custo de R$ 41 milhões para impedir que os 23 mil hectares da fruticultura irrigada do Nilo Coelho e projeto Maria Tereza, que geram 20 mil empregos diretos e indiretos, atingindo 185 empresas do Nilo Coelho mais 70 do Projeto Maria Tereza, não sejam prejudicados. Em outros casos como Perímetro Fulgêncio, e Icó mandante, entre outros serão tomadas medidas emergenciais visando a contratação de  maquinários para o processo de desassoreamento  para que a água chegue na captação desses perímetros.

De modo geral, como anunciamos anteriormente, essa solução  poderá não ocorrer devido a crise e deverá atingir a região em cerca de 70% da nossa economia, gerando um desemprego de 100 mil trabalhadores.  “Vai precisar cortar na carne” para conseguir os recursos,  a tendência é que apenas 75% da necessidade seja atendida para todos os perímetros irrigados de Pernambuco e Bahia.  O custo estimado é de R$ 51 milhões, sendo R$ 41 milhões para Pernambuco e R$ 10 milhões na Bahia.

Diante desta situação, quais serão as medidas de fato, que a Codevasf deverá tomar para evitar o colapso?

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