Cerca de 1,5 mil animais silvestres ganharam a liberdade nos últimos sete meses

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Em tempos de pandemia causada pelo novo coronavírus, a recomendação para ficar em casa e manter o distanciamento social só é válida para as pessoas: lugar de animal silvestre é nas áreas de matas, longe de cativeiros, para que possam correr ou voar livres e soltos de qualquer amarra ou gaiola. Pensando assim, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), por meio da Unidade de Gestão de Fauna Silvestre, realizou, de janeiro até a primeira quinzena deste mês, a soltura de aproximadamente 1,5 mil animais silvestres de diversas espécies, tais como aves, pássaros, repteis e mamíferos.

Na ultima soltura, realizada na terça-feira (11), 55 animais foram reintroduzidos na natureza. Os animais foram soltos numa Área de Preservação Ambiental (Apa), unidade de conservação administrada pela CPRH, localizada no litoral Norte. Nesta ação, sete jacarés-de-papo-amarelo, 12 timbus de orelha branca, 16 cágados de barbicha, um cágado muçuã, 13 jiboias, duas cobras verde, uma cobra caninana, uma cobra d’água e duas capivaras ganharam a liberdade, após passarem um período de tratamento e readaptação no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), órgão da CPRH.

Segundo o biólogo e coordenador do Cetas Tangara, Yuri Marinho, depois de ganharem a liberdade, os animais vão em busca de um lar para cumprir seu papel na natureza, entre os quais, manter o equilíbrio do ecossistema. “Esses animais vão poder agora tentar achar um novo lar já que diante do desmatamento, a ocupação desordenada e os efeitos do desenvolvimento industrial fazem com que a cada dia, mais animais precisem tentar aumentar seu nicho para áreas cada vez mais urbanas. Torcemos por dias com mais verde e casa para nossa fauna tão ameaçada”, explicou. (Ascom)

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