Caso Miguel: mãe, avó e pai pedem indenização de quase R$ 1 milhão a Sarí Corte Real

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A família de Miguel Otávio, criança de 5 anos que morreu ao despencar do nono andar do edifício Píer Maurício de Nassau, no bairro de São José, abriu uma ação de indenização contra a primeira dama de Tamandaré, Sarí Corte Real, no valor de R$ 987 mil.

“Sob a ótica dos Autores, há o dever de indenizar diante da ocorrência de ato ilícito decorrente da conduta da Sra Sari ao abandonar a criança no elevador. Indenização esta tanto de cunho moral como material”, disse Daniela Correia, advogada do caso.

Miguel era filho de Mirtes Renata, 33, que trabalhava como empregada doméstica na casa da família de Sarí. No dia da tragédia, Mirtes passeava com a cadela da patroa, deixando seu filho sob a responsabilidade da primeira dama. Procurando pela mãe, Miguel morreu ao cair de uma altura de aproximadamente 35 metros, do nono andar do condomínio de luxo, conhecimento como Torres Gêmeas.

O menino entrou no elevador, sob os olhares de Sarí, que deixou a criança permanecer no equipamento e apertou o andar da cobertura. Miguel desceu no nono andar, o único do prédio sem telas de proteção. No dia da tragédia, 2 de junho, Sarí chegou a ser autuada em flagrante por homicídio culposo, mas foi liberada após pagar fiança de R$ 20 mil.

O inquérito policial foi concluído no início do mês passado, com entendimento inicial para abandono de incapaz com resultado morte. No dia 13 de julho, o MPPE apresentou denúncia ao poder judiciário, ratificando o resultado da investigação policial e incluindo os agravantes: crime contra criança e fato ocorrido durante um estado de calamidade pública (pandemia do novo coronavírus). O processo criminal tramita na 1ª Vara de Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Capital.

A defesa de Sarí Côrte Real tem até a quarta-feira (26) para responder às acusações que pesam contra ela sobre a morte do menino Miguel Otávio. (Diáriodepernambuco)

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