Caso Marcos Laurindo: PMs são condenados a penas de 19 e quatro anos de reclusão

Os policiais militares Diogo Pereira de Barros e Paulo Sérgio da Silva, denunciados por envolvimento no assassinato de Marcos Laurindo da Silva, de 21 anos, em 2013, foram condenados a cumprirem penas de reclusão e detenção após passarem por um júri popular nesta quarta-feira (21) no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha de Joana Bezerra, região central do Recife.

Diogo Pereira de Barros deve cumprir uma pena de 19 anos de reclusão e dois anos de detenção por ter atirado contra Marcos Laurindo no dia 17 de maio de 2013. Já Paulo Sérgio da Silva foi condenado a quatro anos de reclusão e dois anos de detenção (não precisa ser em regime fechado) por estar ao lado do colega na viatura e por fraude processual.

A sessão teve início na manhã desta quarta-feira. Na primeira etapa do julgamento, cinco testemunhas foram ouvidas, entre elas, a mãe da vítima, Lúcia Conceição, 62 anos, que viu o filho ser morto a tiros em frente da sua residência, no bairro da Guabiraba, no Recife.

A segunda etapa ocorreu no período da tarde, quando as defesas tiveram duas horas e meia para apresentarem as teses. Depois, houve dois períodos de uma hora e meia para réplica e tréplica. A sentença foi lida pela juíza Maria Segunda.

Relembre o caso

Segundo denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no dia 17 de maio, por volta das 23h, a vítima Marcos Laurindo da Silva estava na frente de casa, na Avenida Padre Mosca de Carvalho, onde morava com seus pais.

Os dois policiais militares relataram que pararam o veículo abruptamente em frente à residência. Assustado, o morador entrou na casa. O policial Diogo seguiu a vítima com a arma no punho, chegou a empurrar a mãe do jovem e efetuou três disparos à queima-roupa. As balas atingiram a região do peito, próximo ao coração e as costas.

A polícia levou então a vítima ao Hospital Agamenon Magalhães, onde constatou que ela já estava morta.

O policial Diogo foi excluído da corporação em 2015 depois de responder por um processo disciplinar na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS). Já Paulo Sérgio pegou 30 dias de prisão administrativa e não tinha sido removido da corporação. (Diário PE)

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