Casa Plínio Amorim aprova projeto que cria cargos de professor alfabetizador e secretário escolar, após várias discussões

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Uma sessão polêmica e longa. Assim foi marcada a Casa Plínio Amorim nesta terça-feira (7) em uma convocação extraordinária do presidente Osório Siqueira.

camara2Os seis projetos que estavam na pauta foram aprovados por unanimidade, mas as discussões  em torno das matérias tiveram uma duração de seis horas e os próprios vereadores demostraram que os argumentos, muitos com discursos soltos e sem produção se estenderam e a sessão ultrapascamara3sou o horário da meia noite. Apenas uma pessoa ficou na platéia (Foto Acima), sem falar que aos poucos os parlamentares iam se ausentando da plenária.

Polêmica

Entre os projetos da pauta, o mais polêmico foi o que que cria cargos de professor alfabetizador e secretário escolar aprovado pelos vereadores em Petrolina por unanimidade, mas com O veto foi aprovado por 9 votos a 7 e logo após foi votado o projeto, Nº 017/2015, que dispõe sobre a criação dos cargos de professor alfabetizador e secretário escolar, aprovado com 15 votos.

camara4Acontece que, segundo o executivo que é o autor do projeto, ao substituir o cargo de Professor Alfabetizador pelo cargo de Professor com função alfabetizador, o Legislativo cria cargo diferente do proposto pela administração municipal e assim, usurpa a atribuição do Poder Executivo, revelou os vereadores da bancada da situação.

O vereador Pérsio Antunes (PMDB), contestou veementemente a emenda, da vereadora Cristina Costa que na prática, segundo ele, a sanção do projeto de lei significaria que o poder legislativo estaria criando cargo público no âmbito do poder executivo o que vai de encontro ao art. 61 § II, da constituição federal.

Cristina Costa (PT) rebateu as críticas do vereador Persio Antunes alegando que o município precisaria reestruturar o ensino implementando o reajuste de cargos e carreiras. Para Cristina, não existe função de professor alfabetizador.

“O cargo é para professor e depois ele será instruído para ensinar na alfabetização, não é cargo de professor alfabetizador. Outra contradição é criar mais de duzentas vagas para professor alfabetizador sem reestruturar a classe e criando cargo que não existe”, disse a vereadora Cristina Costa.

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