Casa Nova (BA): Servidores municipais da saúde são surpreendidos com  mudança da escala de trabalho, e agora exigem que prefeitura normalize horário

Os servidores municipais da área da saúde do município de  Casa Nova (BA), foram surpreendidos com a mudança do horário do plantão que alterou de 24h para 12h.  A categoria reinvindica a decisão do  prefeito reeleito, Wilker do Posto,  e solicita que o gestor  normalize a escala como era antes.

De acordo com a servidora Regina Célia Amorim e o servidor Antônio Bispo Silva, os profissionais estavam habituados com a carga horária de 24h, porém  a mudança abrupta  tem afetado diretamente o orçamento daqueles que precisaram interromper  vínculos empregatícios em outros hospitais e dos trabalhadores que   residem em outra cidade e que têm sentido o  aumento significativo nos gastos com transporte que tem sido utilizado mais vezes para  se deslocar até  a  cidade.

“Casa Nova tem salário muito ruim e a grande maioria ganha salário mínimo. Nos últimos 7 anos tivemos 7% de aumento, que dá 1% por ano”, informou o servidor.

 Antônio Bispo Silva,   que também é Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Casa Nova (BA), cogitou  que a decisão da prefeitura aconteceu para “melhor” a vida dos servidores, mas que a administração municipal não fez  um mapeamento, de fato, sobre as reais necessidades dos trabalhadores. “O que a gente quer, acima de tudo, é que o gestor se sensibilize e que escute o servidor”, disparou.

De acordo com Regina Célia, os profissionais não foram comunicados previamente sobre a decisão da prefeitura, que ocorreu no início do mês de dezembro. Ela afirma que a prefeitura enviou uma circular, um dia antes, pelo whatsapp.

“Fomos pegos de surpresa (…) isso está gerando grande prejuízos na vida do servidor. Diante de uma pandemia, nós que somos linha de frente, no Hospital de Emergência, a gente ter que ir para Casa Nova mais vezes, se expondo mais vezes sem condições nenhuma. Não temos explicação do gestor. Já tentamos diálogo nos últimos 10 dias, mas não temos explicações”, lamentou.

A categoria realizou manifestação para exigir uma postura da prefeitura, e o presidente do sindicato chegou a dialogar com o Secretário de Saúde, mas a decisão não avançou.

“não foi nada conversado com o servidor

Recebemos uma circular por whatsapp

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