Áustria confirma caso de varíola dos macacos e sobe para 15 o número de países com registros

A Áustria confirmou, neste domingo (22), o primeiro caso da varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) no país, doença que vem sendo identificada em diversas nações europeias, além de nos Estados Unidos e na Austrália, durante a última semana.

A Suíça também relatou hoje o primeiro registro da doença, que é endêmica em regiões da África Central e Ocidental, mas não costuma provocar registros fora do continente. Com isso, sobe para 15 o número de países que detectaram ao menos uma pessoa infectada desde o início do mês.

Até agora, Reino Unido, França, Bélgica, Holanda, Alemanha (onde um dos infectados é brasileiro), Itália, Suécia, Espanha, Portugal, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Israel, Suíça e Áustria registraram casos.

O Instituto de Saúde Pública norueguês também anunciou monitorar possíveis casos da varíola dos macacos depois de descobrir que uma pessoa diagnosticada com a doença em outro país havia visitado a Noruega há duas semanas.

A Organização Mundial da Saúde informou que 92 casos e 28 suspeitos já foram identificados em países onde o vírus não é endêmico — e alertou que mais infecções provavelmente serão confirmadas em breve. De acordo com os anúncios dos países, apenas na Europa esse número já ultrapassa 100 diagnósticos, com os lugares mais afetados sendo Espanha, Portugal e Reino Unido.

A agência de Segurança Sanitária britânica (UKHSA) informou que na região, onde o primeiro caso foi encontrado, no dia sete de maio, a transmissão está acontecendo de forma comunitária – quando o contágio é entre pessoas no mesmo território sem histórico de viagem ou origem definida.

Questionado sobre o surto ao terminar uma visita à Coreia do Sul, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que todos devem se preocupar com o novo vírus. Ele acrescentou ainda que os americanos já estão “trabalhando duro” para saber quais vacinas podem usar.

A varíola dos macacos, ou “ortopoxvirosis simia”, como o vírus é chamado, é uma doença rara cujo patógeno pode ser transmitido do animal para o homem, embora até então isso acontecesse de forma esporádica e apenas em regiões do continente africano. Embora considerada rara, a OMS explica que a transmissão entre humanos também é possível e se dá pelo contato com lesões, fluidos corporais, compartilhamento de materiais contaminados e vias respiratórias.

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