Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco questiona viabilidade das novas restrições no estado

As novas medidas restritivas anunciadas na segunda-feira (10) pelo Governo de Pernambuco estão gerando dúvidas entre os empresários dos setores afetados pelas determinações do estado. A viabilidade das novas regras, que incluem a exigência de passaporte vacinal e teste obrigatório para Covid-19 em locais com mais de 300 pessoas, está sendo questionada. Para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel-PE), as medidas criam mais responsabilidades para os empresários e gestores de um dos setores mais atingidos pela pandemia.

De acordo com André Luiz Araújo, presidente da associação, a cobrança da apresentação do passaporte vacinal pelos estabelecimentos trará prejuízos ao setor de alimentação.

“Como os bares e restaurantes devem agir caso um cliente se recuse a mostrar a comprovação da vacina e a sair do estabelecimento? Acionando a polícia?”, questionou.

“Outra questão é que o passaporte vacinal não garante que o cliente não esteja gripado, nesse caso continuaríamos apostando na responsabilidade coletiva de cada um. Há o risco de se criar uma falsa sensação de segurança por conta da apresentação do passaporte. São pontos que devemos questionar diante de uma decisão como essa”, afirmou o presidente.

André Luiz destaca que, apesar dos questionamentos, o setor é favorável a vacinação e tem colaborado com o setor público no cumprimento dos protocolos. “Há quase dois anos, montamos com o governo uma série de regras para serem aplicadas pelo setor de bares e restaurantes, e seguimos cumprindo o que foi acordado. A taxa de sucesso é alta, mais de 94%, algo comprovado historicamente pelas fiscalizações feitas pelo Procon durante o período da pandemia. Sempre demos nossa colaboração e somos a favor da vacinação, que é algo essencial para a retomada do setor”, ressaltou.

Segundo o presidente da Abrasel em PE, o setor segue disposto a colaborar por meio da adoção das novas regras, mas alerta que existem outros setores que apresentam maiores taxas de contaminação. “Estamos falando dos transportes em massa, dos parques públicos e das praias. Esses lugares sim deveriam ter um acompanhamento mais próximo. A eficácia da fiscalização nesses locais para combater a disseminação dos vírus, em um momento de dificuldade na saúde pública, seria maior”, comentou.

No entanto, André afirma que tem esperança de que, quando a taxa de contaminação da população baixar, o setor possa voltar ao seu funcionamento normal. “Vamos acompanhar e aguardar que os números baixem para que as atividades do setor de alimentação fora do lar voltem a funcionar da forma que vinham. Sempre aplicando, claro, todos os protocolos sanitários e de segurança determinados”, finalizou.

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