Artigo do Leitor: A missa, o coro e a catedral

A afirmação de Santo Agostinho, “Cantar é rezar duas vezes“, nunca soou tão bem e oportuna quanto na manhã deste domingo (14), durante a santa missa das 9h, na Igreja Catedral do Sagrado Coração de Jesus Cristo Rei. O canto, belo, suave e harmonioso do Coro São Gregório Magno (Schola Cantorum), do Oratório de Santo Antonio de Pádua, em Petrolina-PE, simplesmente nos arrebatou aos limites da emoção, do início ao encerramento da liturgia.

Sob a regência do tenor, Joádson Cláudio, as sopranos (Raila Saldanha e Renata Saldanha); os contraltos (Livia Pinheiro e Jamilly Maia), o baixo e também tecladista, Alisson Dias, tocaram as almas e elevaram os corações dos fiéis, incentivando a participação da assembleia, em interpretações únicas.

Logo no canto de entrada, Toda a terra vos adore, senhor, do compositor contemporâneo João Andrade Nunes, a igreja inteira se veste de significado e profundidade para adorar e glorificar o Senhor. Em seguida, após o exame de consciência e oração proferida pelo bispo Dom Francisco Canindé Palhano, o coro entoou o Kyrie Eleison de número XI, Canto Gregoriano, cantado como ato penitencial desde o século III, durante o tempo comum.Cantou alto também, o Hino de louvor a Deus, Glória a Deus Nas Alturas do padre e compositor português, Antônio F. Santos, e, após a primeira leitura, o Salmo Responsorial, seguido de uma interpretação gregoriana da aclamação Aleluia, anunciando a proclamação do Evangelho.

De acordo com o regente do Coro, Joádson Cláudio, o repertório na liturgia da Santa Missa Tridentina, rito romano tradicional celebrado desde os primeiros séculos da igreja, é cantado exclusivamente em latim, a língua oficial da igreja, e o canto gregoriano é a música oficial da igreja católica de rito romano. “Após o Concílio Vaticano II, foi possível que as igrejas pudessem optar pela língua vernácula na liturgia, desde que fossem similares e inspiradas no canto gregoriano, mas o latim, permanece sendo a língua oficial para o culto divino. Para nós, é uma honra poder cantar as músicas que tantos santos da igreja cantaram e foram elevados a Deus em louvação”, ressaltou.

E os louvores divinos do segundo domingo do tempo comum, seguiram encantando no ofertório, com a música Toma a Minha Vida, letra de autoria de Santo Ignácio de Loiola; o Hino litúrgico; Santo, do compositor italiano G.M. Rossi; Agnus Dei, do compositor francês Jaques Bertiher; Oh bom Jesus, canto popular chileno e Jesu Rex Admirabilis, canto do período medieval, do compositor Giovanni Pierluigi da Palestrina. E, o Coro São Gregório Magno, que nasceu em Petrolina, a partir de um grupo de leigos, no final de 2021, se despede cantando o Hino popular, Santa igreja, romana, católica, nos remetendo magicamente, de novo, à Santo Agostinho, em outra das suas formidáveis afirmações: “Se queres saber o que cremos, vem ouvir o que cantamos”.

Por Carlos Laerte –  poeta e jornalista. 

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