Árbitro petrolinense é o 5º brasileiro a ingressar em Federação Internacional dos Desportos para Cegos

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No dicionário a palavra árbitro significa “indivíduo responsável por fazer cumprir as regras, o regulamento e o espírito do jogo”. Essa é uma realidade na vida do petrolinense de 40 anos, James Costa de Oliveira, que além desta profissão, também exerce a função de professor de Educação Física.

Há 20 anos James apita nas competições de futsal e há 7 no futebol de cinco, esta última é uma modalidade destinada aos atletas com deficiência visual e que foi a porta de entrada para uma importante conquista profissional que rompeu fronteiras.

E 2017, por exemplo, o árbitro ingressou na Federação Internacional dos Desportos para Cegos (IBSA), e em 2019 foi o ano da ativação. Desde então ele já soma um Parapan-americano para jovens, Copa América no Chile e Copa América no Brasil.

James relata que já havia participado da Federação como ouvinte, e que seu ingresso oficial alterou para cinco, o número de profissionais brasileiros que ocupam o cargo de arbitragem na Federação Internacional. “Eu já tinha participado em 2016 como ouvinte das paraolimpíadas e daí participei como aspirante na arbitragem no Rio Open, no Rio de Janeiro, dando seguida ao meu ingresso na IBSA, no quadro internacional do fut de 5, onde existiam quatro árbitros brasileiros, passando a ser cinco” explicou.

O petrolinese relata que a categoria é representada pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CPDV), que também realiza um tipo de avaliação de desempenho dos árbitros durante competições em solo nacional. “Nós participamos de uma média de cinco a seis competições por ano. Supercopa Brasil, Regional Nordeste, Regional Centro Norte, Regional Sul – Sudeste, alguns amistosos regionais – Série A e serie B. Nós somos avaliados nessas competições, em termos de rendimentos, no acrescente a arbitragem, serve de orientação […] através dessas informações nós somos convocados para as competições pela IBSA” enfatizou.

Questionado sobre o sentimento em poder atuar em competições internacionais, o árbitro relatou que ainda tem dois sonhos para ser realizado – que é arbitrar um mundial de futebol de cinco e em uma paraolimpíada. James ainda ressaltou que têm um projeto para encaminhar ao Secretário de esporte de Petrolina, onde propõe que outras pessoas que queiram ingressar no futebol de cinco, tenham apoio, principalmente por conta dos cursos fora da cidade.

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