62% dos leitores do blog acreditam que a polícia não irá solucionar o Caso Beatriz

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ENQUETE

O blog lançou a enquete com a seguinte pergunta:  Caso Beatriz: Você acredita que a polícia vai solucionar esse crime?  Mais de cinco mil internautas deram sua opinião e a opção “Não” foi a que teve mais votos; “Sim” ficou em segundo plano.

De acordo com os dados, 62% dos leitores acreditam que o crime não terá solução e 38% apostam que o caso será elucidado.

Agradecemos à todos que votaram e vamos continuar acompanhando os trabalhos que envolvem o crime.

Andamento do caso

A Polícia Civil divulgou, no dia 22 de fevereiro, o retrato falado do suspeito de ter assassinado a golpes de faca Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, no dia 10 de dezembro. O perfil do suspeito foi construído com base em depoimentos de três testemunhas, sendo uma delas a própria mãe, Lúcia Mota. O crime ocorreu durante uma solenidade de formatura do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, no Centro de Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Ao todo, 80 pessoas já foram ouvidas pela polícia. O homem estaria próximo do local do crime e ainda teria sido visto em atitude suspeita dentro de um banheiro feminino do colégio. “Uma testemunha viu ele dentro do banheiro feminino, outra viu ele sentado por muito tempo próximo ao bebedouro – só para reforçar que o corpo da criança foi encontrado próximo a esse bebedouro. Ele também foi visto dentro do banheiro masculino lavando o cabelo, lavando o rosto. Uma testemunha também o viu saindo do local onde o corpo da menina foi encontrado”, explicou o delegado responsável pelo caso, Marceone Jacinto.

A mãe foi a primeira pessoa a ver o retrato falado, mas não reconheceu o suspeito como alguém do convívio familiar ou alguém que tenha visto durante a festa. Com, aproximadamente, 2,5 mil pessoas presentes no evento, um dos fatores que dificulta a investigação é o fato da grande circulação de convidados no dia. A polícia está trabalhando em cima de imagens de celulares e do fotógrafo que estava filmando a festa, pois a instituição de ensino não apresentava câmeras de monitoramento distribuídas no local onde a garota foi achada.

Por ser um caso de grande complexidade, como mesmo mencionou Jacinto, nenhuma linha de investigação foi descartada, nem o envolvimento de outros suspeitos. “Esse é um suspeito que, certamente dentro do que já temos na investigação, foi o executor ou teve alguma participação indireta no caso”, completa o delegado.

 

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