Vítimas de bullying possuem maiores chances de obesidade, AVC e ataques cardíacos, diz estudo

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As crianças que são vítimas de bullying na infância têm maior risco de obesidade, derrames e ataques cardíacos, posteriormente, afirmam os pesquisadores.

Se o bullying entre os jovens fosse eliminado, o número de homens e mulheres obesos poderia reduzir em cerca de 12%, sugeriu o estudo. Foi observado que adultos na faixa dos 40 anos que foram intimidados com idade inferior aos 12, eram mais gordos e tinham níveis mais elevados de produtos químicos ligados a doenças cardíacas no sangue.

O bullying havia sido previamente associado a problemas mentais na vida adulta, como depressão e alcoolismo, mas a investigação inovadora descobriu problemas de saúde mais amplos.

Acadêmicos no Instituto de Psiquiatria do Kings College London estudaram os casos de 7.102 crianças nascidas em 1958, cujos pais foram questionados se haviam sido importunados entre sete e onze anos. Eles descobriram que as mulheres estavam mais propensos a engordar após ter sofrido bullying na infância, em relação aos homens.

Cerca de 26% das mulheres que tinham sido assediadas na infância eram obesas aos 45, em comparação com 19% das pessoas que nunca tinham sido alvo de brincadeiras na escola. Cerca de 25% das vítimas masculinas de bullying eram obesas.

Cerca de 20% das vítimas também tinham níveis elevados de um ‘biomarcador’ químico associado a doenças cardíacas – uma substância química chamada proteína C-reativa (PCR), que está ligada ao entupimento das artérias e fibrinogênio, o que leva à formação de coágulos sanguíneos. As vítimas de bullying também tinham níveis de fibrinogênio mais elevados.

Embora as razões exatas sobre a influência no peso causada pelo bullying sejam desconhecidas, os cientistas dizem que as crianças vítimas de chacotas escolares podem comer mais para proporcionar alívio de estresse. “As intervenções precoces em apoio às crianças vítimas de bullying não só poderiam limitar o sofrimento psicológico, como também reduzir os problemas de saúde física na vida adulta”, disse o professor Louise Arsenault.

Pesquisas indicam que uma em cada cinco crianças sofre assédio moral na escola. Pesquisas anteriores já haviam relacionado o bullying a um risco maior de depressão, ansiedade, pensamentos suicidas e dificuldades na aprendizagem e na vida social. (Fonte: Site Terra)

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