Vazão em Sobradinho (BA) permanecerá reduzida até abril

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A vazão liberada pelos reservatórios de Sobradinho, na Bahia, e Xingó, entre os estados de Alagoas e Sergipe, é de 550 metros cúbicos por segundo (m³/s), desde as 8h da última segunda-feira (9). Esse patamar será mantido até o final do mês de abril de 2018, conforme adiantou o superintendente da agência federal, Joaquim Gondim.

Os impactos provocados na vida do rio diante dessa defluência por período tão longo deverão ser apresentados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) até essa quarta-feira, dia 11 de outubro. A vazão reduzida é o resultado da forte estiagem que atinge a bacia do chamado rio da integração nacional desde 2013.

Para reverter a situação, ou pelo menos reduzir seus efeitos, somente com o registro de um volume grande de chuvas na cabeceira do rio, em Minas Gerais. Entretanto, apesar de ter iniciado o chamado período úmido na bacia, quando acontecem as chuvas, os índices ainda são insatisfatórios. Durante a reunião, o setor elétrico revelou que todos os estudos apontam para um índice de precipitação no limite mínimo ou até mesmo abaixo da média esperada para o período. “Com isso, o trecho mais crítico será entre Três Marias, em Minas Gerais, e Sobradinho, na Bahia”, destacou Joaquim Gondim.

E mesmo que os estudos estejam errados e haja um volume considerável de água em janeiro do próximo ano, a tendência é que os reservatórios permaneçam com a liberação mínima do líquido, a fim de preservar o volume útil dos próprios reservatórios, além da usina de Itaparica, entre Bahia e Pernambuco.

Ainda na reunião desta segunda-feira, a equipe técnica da companhia de abastecimento de Sergipe (Deso) confirmou a instalação do conjunto de motobombas para captar água que irá abastecer a população sergipana. O equipamento, cedido pelo governo de São Paulo, tem condições de proporcionar a retirada de até 4 m³/s, um volume acima do que se retira atualmente pela empresa. Os equipamentos estão em fase de testes e deverá entrar em operação em até duas semanas.

A reunião que discute os impactos hidrológicos na bacia do São Francisco acontece semanalmente, todas as segundas-feiras e atende a um pleito apresentado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). O encontro acontecem na sede da ANA, na capital federal, e é transmitida para todos os estados inseridos na bacia hidrográfica.

Por Delane Barros.

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