Salgueiro e santa fazem hoje a primeira partida de uma final histórica do campeonato pernambucano

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Um pequeno que agigantou-se e um gigante que acordou. Foi dessa forma que Salgueiro e Santa Cruz construíram seus caminhos até a histórica final do Campeonato Pernambucano 2015, que começa às 22h desta quarta-feira (29), no Cornélio de Barros, em Salgueiro, sertão de Pernambuco. Justamente no emblemático centenário da competição quis o destino que um time do interior decidisse a competição com um dos integrantes do Trio de Ferro em pé de igualdade.

As regras são as mesmas da semifinal: ninguém joga por dois empates ou mesma diferenças de gols. Tudo que foi feito lá atrás não representa quase nada, nem mesmo as duas vitórias sertanejas no hexagonal do título – ambas por 1×0.. Se os dois jogos terminarem empatados ou cada time vencer um jogo com o mesmo saldo de gols a decisão vai para os pênaltis. O segundo round será no próximo domingo (3), no Arruda.

Por mais que tenha jogado este ano – disputou Copa do Nordeste e Copa do Brasil, além do Estadual, o técnico do Carcará, Sérgio China, adota o mistério total: não cita nomes de jogadores e menos ainda qual a estratégia a ser adotada. Mas parece óbvio que na reta final ele não negar os princípios que fizeram o time chegar tão longe. É de se esperar um Salgueiro marcador no meio de campo e explorando muito as duas laterais. “Não posso passar a estratégia de jogo. Se eu disser, Ricardinho vai escutar e já vai fazer algo em cima disso. Ou posso passar e fazer diferente, para complicar o adversário”.

Ricardinho não faz diferente. Para quem fez treino secreto até para o segundo jogo da semifinal com o Central mesmo com vantagem de quatro gols, é até obrigação não soltar qualquer informação. Ele tem como opções manter o 4-5-1 que ao mesmo tempo deu consistência defensiva e rendeu gols ou voltar ao 4-4-2, já que tem o atacante Anderson Aquino em boa condição. E ainda Bruno Mineiro, provavelmente no banco. O volante Edson Sitta, um dos homens de confiança do técnico, deve retornar no lugar de Bileu. “Temos um grupo à disposição. Tivemos alguns problemas de lesão e cartões, mas agora, na reta final, todos estão à disposição de novo. Foi um trabalho bem feito de recuperação para a montagem do time”. (C1).

Nenhum dos dois times tem uma avalanche de gols no currículo. Mas não se pode negar que os dois ataques funcionaram bem na hora que mais se precisou deles. O Salgueiro chegou na última rodada do hexagonal precisando vencer o Náutico. Goleou por 4×1. O Santa Cruz, que marcou míseros nove gols nos dez primeiros jogos, deu um salto vertiginoso: anotou nada menos que seis nas duas partidas da semifinal.

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