Professores da UNEB poderão deflagrar greve por tempo indeterminado nesta quinta (7)

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Professores da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) de Juazeiro-BA decidiram em uma reunião realizada na última terça-feira (6) que deverão apoiar a diretoria da ADUNEB que defenderá na Assembleia Geral Docente, que acontecerá nesta quinta-feira, 07.05, às 13h, no teatro do campus I em Salvador,  a deflagração da greve por tempo indeterminado à categoria dos professores da Uneb. A radicalização da luta é uma indicação do Fórum das ADs, em reunião feita pelas Associações Docentes de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc, em 27.04, em Vitória da Conquista. Neste dia 07, as quatro universidades realizam assembleias e pautam a aprovação da greve. O sindicato dos professores da Uneb conclama todos os docentes a participar da Assembleia Geral. Para os professores dos campi do interior, filiados à ADUNEB, os custos com passagens terrestres serão reembolsados.

Segundo a diretoria da ADUNEB, a greve é um instrumento legítimo da classe trabalhadora e se faz necessária, neste momento, diante da intransigência e descaso do governo do estado. Desde 2011, o Movimento Docente (MD) das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) reivindica o aumento do orçamento das estaduais para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI). A crise financeira das Ueba agrava a cada ano. Crescem os números de cursos de graduação, pós-graduação, alunos, laboratórios, demandas de ensino, pesquisa e extensão. Enquanto isso, os recursos, além de não aumentarem nas rubricas de custeio e investimento, são reduzidos por meio de constantes cortes. Apenas nos últimos dois anos foram cortados R$ 19 milhões nos citados setores de custeio e investimento.

A pauta de reivindicações 2015, que tem como ponto central o aumento do orçamento, foi protocolada no governo em 09 de dezembro do ano passado. Depois, reafirmada em 28 de janeiro. Após quatro meses de silêncio, o governo Rui Costa só abriu negociação quando mais de 500 manifestantes, entre professores, estudantes e técnicos, realizaram ato público na Secretaria Estadual da Educação e na Assembleia Legislativa. Para os professores, desde então, apesar da aparente abertura do diálogo, o governo passou a utilizar da estratégia da enrolação. Propõe pequenos avanços, mas que não contemplam as reivindicações da categoria e nem da comunidade acadêmica, principalmente, sobre o tema central da pauta: o aumento para, no mínimo, 7% da RLI.

 

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