PP agora ameaça deixar a base do governo

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O líder do PP na Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PE) afirmou na sexta-feira (8) que não vai mais aceitar “discriminação de ‘Seu Mercadante’” (em referência ao ministro­chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante) por ter votado em Eduardo Cunha para a presidência da Casa e convocou uma reunião para terça-feira (12) onde o partido vai discutirá a saída da base do governo. Da Fonte enfatizou que a possibilidade de deixar a base é “real, real, real”.

“Somos a quarta bancada de deputados e não vamos ficar recebendo recado por jornal”, disse Da Fonte ao Estado. O PP, sigla que possui o maior número de parlamentares investigados na Lava Jato, comanda o Ministério da Integração Nacional, ocupado por Gilberto Occhi.O PP avalia ir para a oposição. “Ou eles (do governo) querem o PP no governo, como partido com o tamanho que o PP tem, ou então a gente entrega tudo e sai do governo”, ameaçou.

Fonte garante que a preocupação do PP “não é cargo”, mas sua rebelião acontece logo após a ameaça de Mercadante de colocar o PP no fim da fila da distribuição de postos no segundo escalão, após o racha da legenda na votação da medida provisória 665, do ajuste fiscal. Só 21 votos dos 40 deputados da bancada foram favoráveis à MP.

O líder acusa o Planalto de “discriminar” o PP em relação a outros partidos depois que a legenda se uniu à Eduardo Cunha para elegê­lo presidente da Câmara, impondo derrota ao candidato do governo, Arlindo Chinaglia (PT­SP). “Essa marcação toda em cima do PP é porque fizemos bloco com o PMDB e ganhamos a eleição na Câmara”, disse.

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