Poeta e cantador Aldy Carvalho promove noite de autógrafos em Petrolina

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A versatilidade e o trânsito livre nos campos da música e literatura, há mais de vinte anos asfaltam a trajetória artística do poeta, cantador, autor, contista, compositor e violonista, Aldy Carvalho. Filho de Petrolina, radicado em São Paulo desde os anos 80, ele nunca perdeu o foco de suas raízes sertanejas, por isso, volta à sua terra natal mais uma vez para cumprir agenda de atividades literárias. No próximo dia 11 de maio, estará autografando, à partir das 19h, seu novo livro de contos Memórias de Alforje (5 contos do cantador), na inauguração da Nova Tenda, no centro de Petrolina.

Na ocasião, o artista estará fazendo um misto de sarau durante o lançamento do livro que tem selo da editora Miltifoco, do Rio de Janeiro. Ao longo das cinco histórias o lado escritor de Aldy não deixa escapar o horizonte de sua musicalidade para dar rumo ao universo das narrativas com seus personagens. Conforme pontua o ensaísta e educador Ely Veríssimo, no prefácio do livro. Na pegada de seus contos, Aldy mescla e condensa de maneira peculiar o seu universo de origem, o nordeste.

“A atmosfera nordestina com uma linguagem musical não estereotipada nos apresenta um interessante diálogo entre o sertão e suas mazelas Euclidianas; o colorido sonoro de Guimarães Rosa; a alegria farsesca de Ariano Suassuna  e o meio urbano com a temática universalizada de Manuel Bandeira”, escreve.

A versatilidade cultural do poeta vai alem dos gêneros que ele manipula em seu terreno criativo. A  música sempre foi um fio condutor que o levou as arquitetar as palavras para outras linguagens. Aldy teve os primeiros contatos com a música através de seu pai, o compositor João Joaquim de Carvalho que lhe despertou o gosto pelo universo popular: a prosa, a poesia, a música e o teatro.

“Foram informações importantes na minha formação e posterior influência na criação do meu trabalho de compositor e cantor, povoado de xotes, baiões, toadas, martelos, emboladas, modinhas, sagas e fábulas. Um ajuntado de cantigas e imagens, o lirismo do Sertão, das léguas que andei”, conta o poeta com musicalidade.

Ao tempo que decidiu abraçar  música e literatura como alimento,  o poeta  estudou canto, técnica vocal, leitura rítmica e violão erudito e popular, em São Paulo. Entre seus trabalhos, estão três cds autorais: Redemoinho; Alforje (2011) e Cantos d’Algibeira (2014). Participação especial no Cd Espelho d’água,  do cantador Décio Marques, além dos projetos da série Festivais do Brasil.

Aldy também tem diversas canções  gravadas pelos cantores Déo Lopes, Maciel Melo, Marisa Serrano, Humberto Barbosa e Roberto Araujo (compositor e maestro paraibano).

Na literatura, foi premiado com menção honrosa no 21º Concurso de Contos Paulo Leminski, em 2010, com o conto “José e Chico: os dois vaqueiros” e em 2014 com o conto “A Peleja (Memórias de alforje)”. Ainda publicou pela Editora Luzeiro, os cordéis “A Ganância de um Preguiçoso”, “A História das Copas do Mundo em Cordel’ e ‘No Reino dos Imbuzeiros’.

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