Nova fase da operação lava jato prende ex deputados Luiz Argôlo, André Vargas e Pedro Corrêa

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A Polícia Federal realiza nesta sexta-feira mais uma fase da Operação Lava Jato – a 11ª, intitulada “A Origem”. Foram presos três ex-deputados: Luiz Argôlo (SD-BA), Pedro Corrêa (PP-PE), André Vargas (PT-PR). Os demais detidos são: a secretária de Argôlo, Elia Santos, Ivan Mernon da Silva Torres, Leon Vargas (irmão de André Vargas) e Ricardo Hoffman, diretor de uma agência de publicidade. Condenado no mensalão, Pedro Corrêa cumpria pena no regime semi-aberto.

Na operação, a PF cumpre 32 ordens judiciais nos estados de Paraná, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Além das prisões, há 16 mandados de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva. Também foi decretado o sequestro de um imóvel de alto padrão na cidade de Londrina.

A atual fase tem por objetivo a investigação realizada em diversos inquéritos policiais e a partir da baixa de procedimentos que tramitavam perante o Supremo Tribunal Federal, apurando fatos criminosos atribuídos a três grupos de ex-agentes políticos. Segundo a PF, os crime abrangem organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

RELAÇÕES COM O DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF

André Vargas, que foi vice-presidente da Câmara, foi cassado em 10 de dezembro de 2014. Vargas foi flagrado em telefonemas com o doleiro Alberto Youssef. O doleiro pagou um voo para que Vargas fosse com sua família para João Pessoa (PB) no início de 2014. Investigações da Operação Lava-Jato mostraram que Vargas teria auxiliado o laboratório Labogem a conseguir uma parceria com o Ministério da Saúde. O laboratório era usado pelo doleiro para o envio ilegal de recursos ao exterior, como já admitiram os proprietários da empresa.

Já Luiz Argôlo, segundo relatório da Polícia Federal divulgado em maio do ano passado, recebeu dinheiro, intermediou negócios e, em alguns casos, atuou até como sócio do doleiro Alberto Youssef, alvo central da Operação Lava-Jato. Segundo a polícia, o deputado e o doleiro trocaram 1.411 mensagens num determinado período. A intimidade era tamanha entre os dois que o deputado tinha até um telefone exclusivo só para falar com Youssef com a conta paga pelo doleiro. Ele teria recebido pelo menos R$ 330 mil no esquema. E chegou a culpar a imprensa por não ter sido reeleito.

Um dos 40 réus no processo do mensalão, Pedro Corrêa foi condenado em 2013 a sete anos e dois meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (Fonte: O Globo).

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