Não é mais paralisação, e sim greve por tempo indeterminado. Sistema de transporte coletivo vai de mal a pior

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Segundo informações colhidas pelo blog, o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Petrolina,  Jaime Pessoa, reuniu mais de 120 trabalhadores nesta tarde de terça-feira (26), em um encontro com procuradores do trabalho no Ministério Público, que entraram com um processo com o intuito de resolver o mais breve possível toda situação que atinge o sistema de transporte coletivo do município.

O ministério resolveu deixar que o sindicato tomasse alguma atitude sobre a atual situação dos motoristas e cobradores da Viva Petrolina, que decidiram não mais manter uma paralisação e sim uma greve por tempo indeterminado.

viva4De acordo com Jaime Pessoa, a empresa propôs que os trabalhadores voltassem as atividades sem a garantia de receber os salários atrasados até Sábado e que iria pagar apenas a primeira quinzena do mês de Abril, deixando de lado o pagamento do mês de Maio e os tickets de alimentação.

“Nós não aceitamos essa conversa fiada da empresa, ninguém aqui vai trabalhar de graça e a Viva ainda prometeu sem prazo, que depois de Sábado, iria pagar o atrasado de Maio e o nosso auxílio alimentação. Até quando vão continuar nos enrolando?”, frisou.

A Setranvasf emitiu uma nota, explicando às razões da greve da Viva Petrolina. O conteúdo revela que um desequilíbrio econômico e financeiro impede as empresas operadoras de honrar seus compromissos e reconhece que não há em Petrolina, investimentos no transporte que são colocados em circulação sem segurança contratual.

E mais: A população pagará mais caro pela passagem de ônibus que deverá aumentar para R$2,80, a partir de 1 de Junho.

Confira a nota:

setranvasfA falta de uma política de transporte clara, que se arrasta há mais de um década em Petrolina, vê-se agravada, neste momento pela situação de crise financeira por que passa esse serviço em Petrolina. Sem uma política de reajuste tarifário clara, as empresas que insistem em atuar na cidade seguem sem condições para realizar os investimentos necessários à melhoria do serviço e até para o custeio de suas atividades.

A paralisação dos funcionários de uma das empresas – em dificuldades para honrar o pagamento dos salários – é apenas uma prova da situação de precariedade que, há algum tempo, está colocada sobre a mesa. Embora seis empresas de transporte tenham passado pela cidade nos últimos anos, greves e reclamações se sucedem no noticiário. Não há dúvidas, claro, que a qualidade do serviço ainda está aquém do desejável. Mas de um ano pra cá as empresas investiram na aquisição de 19 ônibus, ampliaram a frota e, agora, investem em numa nova tecnologia de controle de operações e informação ao usuário.

Mais uma vez, é preciso reconhecer que isso não basta. Mas como investir no transporte de Petrolina se não há segurança contratual para isso? A tarifa do transporte na cidade subiu e desceu 4 vezes em menos de um ano, sem que haja clareza de quando subirá ou descerá de novo, ou de como os custos do serviço serão pagos. Diferente do que aconteceu com os preços dos combustíveis, da energia elétrica, da água e da telefonia, que subiram significativamente, a tarifa dos ônibus de Petrolina hoje é a mesma de 2013. É como se não houvesse inflação no setor. Mas há.

Os trabalhadores do setor, por exemplo, já acumulam 18% de aumento em seus salários – e já exigem novo aumento a partir do próximo mês – e o combustível usado pelos ônibus subiu quase 30% desde o fim do ano passado. Pneus, peças e outros custos operacionais também subiram, mas sem que houvesse qualquer reposição da tarifa.

O resultado, óbvio, é um desequilíbrio econômico e financeiro que impede as empresas operadoras de honrar seus compromissos – sejam aqueles assumidos perante seus funcionários, sejam os assumidos com a comunidade. Lamentamos o transtorno a que estão sendo submetidos usuários, trabalhadores e empresas e esperamos que o debate em torno do transporte e da mobilidade urbana de Petrolina possa se dar de forma construtiva e responsável, com vistas à superação definitiva das questões que impedem a cidade de contar com um serviço de qualidade e acessível.

SETRANVASF.

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