Marta cospe no prato em que comeu: O PT

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Em entrevista à revista Veja que foi às bancas neste sábado (25), a senadora Marta Suplicy, que deve trocar o Partido dos Trabalhadores pelo PSB, bateu duro na legenda que a elegeu prefeita de São Paulo; “Eu sou mais uma entre as pessoas que se decepcionaram com o PT e não enxergam a possibilidade de o partido retomar sua essência”, afirmou; Questionada se ela não teria visto os “sinais de avalanche” de corrupção no partido, Marta disse que não, porque nunca teria participado de qualquer esquema; “Como a maioria dos petistas não tinham também”, disse; em 2016, ela pretende concorrer à prefeitura de São Paulo, contra Fernando Haddad.

A senadora Marta Suplicy disse que o PT traiu o Brasil e que o partido já não tem mais projetos para o País, justificando sua saída do partido que milita desde o início de 1980. Ela decidiu romper com a legenda após um “mensalão” e um “petrolão”, que descreveu como ”avalanche de corrupção”.

Segundo a senadora, o partido se distanciou dos seus princípios éticos, das suas bases e de seus ideais, traindo dessa forma milhões de eleitores e simpatizantes. Marta já foi deputada, prefeita de São Paulo, ministra do Turismo, da Cultura e atualmente senadora – sempre pelo partido.

Embora tenha ressaltado o orgulho de ter ajudado a fundar o PT, a decepção com a partido e a falta de perspectivas melhores a fizeram abandonar a legenda. “Eu sou mais uma entre as pessoas que se decepcionaram com o PT e não enxergam a possibilidade de o partido retomar sua essência”, disse. Segundo ela, se o partido não recuperar seus princípios éticos, da fundação e voltar às suas bases, ele vai virar uma pequena agremiação. “Mas, se você perguntar se o PT fará o que for preciso para se salvar, a minha resposta é não”, comentou.

Questionada se ela não viu os “sinais de avalanche” de corrupção no partido, Marta disse que não, porque nunca participou disso. “Como a maioria dos petistas não tinham também”, disse. A gota d’água para sua saída culminou com mais uma decepção após decisão do partido candidatar Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo sem nem ser cogitado seu nome. Depois disso, ocorreu o que chamou de “avalanche de corrupção” e a decisão de sair ficou fácil. “Vi que o partido não tinha mais nada a ver comigo”, disse.

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